A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ÂMBITO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E A (DES)NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO ESPECÍFICA

Autores

  • Mariana Aquino dos Santos UNIFSA
  • Layane Araújo Borges UNIFSA
  • Rodrigo Araújo Saraiva UNIFSA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22763

Palavras-chave:

Inteligência Artificial. Direito do Trabalho. Subordinação algorítmica. Governança digital. Regulação tecnológica. Dignidade do trabalhador.

Resumo

O presente artigo analisa os impactos da Inteligência Artificial (IA) nas relações de trabalho, destacando sua influência na estrutura jurídica, social e organizacional do emprego contemporâneo. A expansão de sistemas algorítmicos em processos de gestão, recrutamento, avaliação de desempenho e tomada de decisões evidencia uma nova forma de subordinação digital, marcada pela opacidade das decisões automatizadas, pelo monitoramento constante e pela possibilidade de discriminação indireta. O estudo parte do problema de saber como a ausência de regulamentação específica afeta a segurança jurídica e a preservação dos direitos fundamentais do trabalhador diante da automação inteligente. Adota-se metodologia dedutiva, descritiva e qualitativa, com base em pesquisa bibliográfica e documental. Os resultados apontam que a CLT e demais normativas vigentes são insuficientes para enfrentar os desafios impostos pela subordinação algorítmica, especialmente no que se refere à transparência, à responsabilização e à governança das decisões automatizadas. A comparação com experiências internacionais, como o Artificial Intelligence Act da União Europeia e diretrizes da OIT, demonstra que é possível equilibrar inovação tecnológica e proteção social mediante marcos regulatórios robustos. Conclui-se que, embora a IA possua potencial de otimizar processos e ampliar a eficiência produtiva, sua aplicação sem regulação fortalece a vulnerabilidade estrutural do trabalhador e intensifica riscos de precarização, vigilância e violação da dignidade humana. Assim, a regulamentação específica da IA no campo laboral torna-se essencial para assegurar justiça, transparência e limitação do poder algorítmico, garantindo que o progresso tecnológico permaneça subordinado aos valores fundantes do Direito do Trabalho.

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Biografia do Autor

  • Mariana Aquino dos Santos, UNIFSA

    Estudante do curso de Direito. Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA.

  • Layane Araújo Borges, UNIFSA

    Estudante do curso de Direito. Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA.

  • Rodrigo Araújo Saraiva, UNIFSA

    Orientador. Professor, Mestre. Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA.

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Publicado

2025-11-29

Como Citar

Santos, M. A. dos, Borges, L. A., & Saraiva, R. A. (2025). A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ÂMBITO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E A (DES)NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 11(11), 9211-9229. https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22763

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