TECNOFEUDALISMO E OS DESAFIOS DA GOVERNANÇA DE DADOS: LIMITES À REDUÇÃO DE DESIGUALDADES NO SUL GLOBAL FRENTE AO ODS 10 DA AGENDA 2030

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29694

Palavras-chave:

Tecnofeudalismo. Governança de dados. ODS 10. Sul Global. Desigualdade digital.

Resumo

O presente trabalho analisa o tecnofeudalismo como configuração contemporânea de poder marcada pela concentração de dados, plataformas digitais e sistemas algorítmicos nas grandes corporações tecnológicas, reproduzindo novas formas de dependência e desigualdade entre o Norte e o Sul Global. Investiga-se de que maneira a atual governança de dados compromete a concretização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 10 da Agenda 2030, especialmente quanto à redução das desigualdades, à inclusão social, à igualdade de oportunidades e à participação dos países em desenvolvimento nas decisões globais. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter crítico-descritivo, fundamentada em pesquisa bibliográfica, documental e análise interpretativa crítica. Sustenta-se que o poder, antes associado ao domínio da terra, desloca-se para o controle das infraestruturas digitais, dos dados e dos algoritmos, transformando usuários em fontes de extração de valor e países do Sul Global em fornecedores de dados, mercados consumidores e trabalho imaterial. Evidencia-se, ainda, que a opacidade algorítmica pode reproduzir discriminações, modular comportamentos e comprometer direitos fundamentais, como privacidade, liberdade de expressão e autonomia informacional. Conclui-se que a efetivação do ODS 10 exige o fortalecimento da soberania digital e mecanismos transnacionais de governança democrática e justiça informacional. Nesse cenário, o Direito deve ultrapassar a regulação nacional e atuar criticamente sobre as estruturas de colonialismo de dados, dependência tecnológica e exclusão digital.

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Biografia do Autor

  • Thalison Ribeiro Nogueira, Universidade Estadual do Tocantins

    Bacharel em Direito pela Universidade Estadual do  Tocantins (UNITINS). Pós-graduando em Estudos Latino-Americanos e Territorialidades (PGELAT-UFT). Pós-graduando em Comércio Exterior, Direito e Gestão Internacional (UNITINS). Pós-graduando em Ciências de Dados (UNITINS).  Graduando em Relações Internacionais pela Universidade Internacional (UNINTER). 

  • Daniel Gonçalves da Silva, Universidade Federal do  Tocantins

    Bacharel em Direito pela Universidade Federal do  Tocantins (UFT). Pós-graduando em Gestão  em  Pública e em Direito Constitucional Aplicado pela I9 Educação. Graduando em Filosofia pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). 

  • Rafaella Nunes Belo de Lima Carvalho, ESMAT/TJTO

    Bacharela em Direito pelo Instituto de Ensino Superior do Sul do Maranhão - IESMA/Unisulma. Especialista em Práticas Judiciárias pela Escola Superior da Magistratura Tocantinense - ESMAT/TJTO. Especialista em Direito da Mineração pela Instituição Verbo Jurídico. Pós-graduanda em Direito Tributário: Consumo, Renda e Patrimônio na Reforma Tributária pela Instituição I9 Educação. Pesquisadora e Articulista Acadêmica. 

  • Christiane de Holanda Camillo, UFG

    Doutora em Sociologia (UFG), Mestre em Direitos Humanos (UFG). Especialista em Direito Público. Graduada nas áreas de Direito e Saúde. Professora Pesquisadora na Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS) nas áreas de Direito Internacional e da Integração, Direito Constitucional, Processo Constitucional, Direitos Humanos, Governança e Compliance e Direito Sistêmico. Diretora do Observatório e Clínica de Direitos Humanos do Estado do Tocantins. Líder dos Grupos de Pesquisa Direitos Humanos, Violência, Estado e Sociedade (GP DIHVES) e Justiça Sistêmica, Consensual, Restaurativa e Neurodireitos (GP JuSCoReN). Membro do Grupo Condutor de implantação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (SES-TO). 

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Publicado

2026-08-20

Como Citar

Nogueira, T. R., Silva, D. G. da, Carvalho, R. N. B. de L., & Camillo, C. de H. (2026). TECNOFEUDALISMO E OS DESAFIOS DA GOVERNANÇA DE DADOS: LIMITES À REDUÇÃO DE DESIGUALDADES NO SUL GLOBAL FRENTE AO ODS 10 DA AGENDA 2030. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(8). https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29694

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