A ATUAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PERANTE AS DECISÕES JUDICIAIS: DESUMANIZAÇÃO E O DEVIDO PROCESSO LEGAL

Autores

  • Poliana Coutinho Campos da Silveira UNITINS
  • Christiane de Holanda Camilo UFG

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26695

Palavras-chave:

Inteligência. Artificial. Processo.

Resumo

O presente artigo buscou compreender a relação entre a  crescente aplicação da Inteligência Artificial (I.A.) no âmbito jurídico em casos concretos. O trabalho tem como objetivo geral investigar a atuação da Inteligência Artificial na atividade jurisdicional, analisando seu impacto na desumanização das decisões judiciais e na observância do devido processo legal. Para tanto, trata-se de pesquisa qualitativa, utilizando-se a técnica bibliográfica, com coleta de dados em livros, artigos, legislações, resoluções e teses. O método aplicado é o hipotético-dedutivo, de forma a permitir a formulação de hipóteses sobre os efeitos da I.A. e a dedução de suas implicações éticas, jurídicas e sociais. A análise é orientada pela abordagem teórica pós-positivista, que reconhece a pluralidade e a complexidade social, em contraste com a aplicação mecânica das normas. Assim, a pesquisa discute o equilíbrio entre inovação tecnológica e proteção dos direitos fundamentais, destacando a importância da primazia do julgamento humano. Como resultado, a pesquisa demonstrou que, embora a Inteligência Artificial contribua para reduzir a burocracia e agilizar o trâmite processual, sua adoção no Judiciário exige cautela, pois decisões automatizadas sem hermenêutica jurídica podem desconsiderar aspectos humanos e comprometer garantias fundamentais, como privacidade, imparcialidade e o devido processo legal.

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Biografia do Autor

Poliana Coutinho Campos da Silveira , UNITINS

Acadêmica de Direito da Universidade Estadual do Tocantins – UNITINS.

Christiane de Holanda Camilo , UFG

Doutora em Sociologia (UFG), Mestre em Direitos Humanos (UFG). Especialista em Direito Público. Graduada nas áreas de Direito e Saúde. Professora Pesquisadora na Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS) nas áreas de Direito Internacional, Direito Constitucional, Processo Constitucional, Direitos Humanos, Governança e Compliance e Direito Sistêmico. Diretora do Observatório e Clínica de Direitos Humanos do Estado do Tocantins. Líder dos Grupos de Pesquisa Direitos Humanos, Violência, Estado e Sociedade (GP DIHVES) e Justiça Sistêmica, Consensual, Restaurativa e Neurodireitos (GP JuSCoReN). Membro do Grupo Condutor de implantação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (SES-TO).

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Publicado

2026-05-14

Como Citar

Silveira , P. C. C. da, & Camilo , C. de H. (2026). A ATUAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PERANTE AS DECISÕES JUDICIAIS: DESUMANIZAÇÃO E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(5), 1–21. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26695