IA GENERATIVA, IGUALDADE E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: A NECESSIDADE DE CRITÉRIOS INCLUSIVOS NA CRIAÇÃO DE PUBLICIDADES INSTITUCIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29000Palavras-chave:
Inteligência Artificial Generativa. Administração Pública. Igualdade. Viés Algorítmico. Diversidade Institucional.Resumo
A Inteligência Artificial (IA) generativa tem transformado a produção de conteúdos digitais e a comunicação institucional, inclusive na Administração Pública. Proposta/Objetivo: Analisar os impactos do uso da IA generativa na criação de publicidades institucionais, com foco na reprodução de vieses algorítmicos e na necessidade de critérios inclusivos. Método de Pesquisa: A pesquisa é qualitativa, baseada em revisão bibliográfica crítica sobre IA generativa, viés algorítmico, racismo algorítmico, comunicação pública e princípios constitucionais. Resultados: Verifica-se que a IA generativa, ao utilizar dados marcados por desigualdades históricas, pode reproduzir estereótipos, invisibilizar grupos sociais e reforçar exclusões, comprometendo a representatividade e a legitimidade institucional. Identificam-se ainda riscos como racismo algorítmico, tokenismo, diversitywashing e fragilização da confiança pública, além da necessidade de maior transparência e regulação. Considerações Finais: O uso eficaz da IA na Administração Pública exige governança ética, supervisão humana crítica e adoção de critérios inclusivos. Destaca-se a importância da alteridade como princípio orientador, garantindo que a comunicação pública represente a diversidade social e que a inovação tecnológica contribua para a equidade e a justiça social.
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