A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO PODER JUDICIÁRIO BRASILEIRO E SEUS IMPACTOS SOBRE A DIGNIDADE HUMANA

Autores

  • Fernanda Andrade Veras Veni Creator Christian University
  • Henrique Rodrigues Lelis Veni Creator Christian University

Palavras-chave:

Princípio da Dignidade Humana. Inteligência Artificial. Poder Judiciário.

Resumo

O presente estudo investiga os reflexos do uso da inteligência artificial no Poder Judiciário brasileiro. Para tanto, analisa-se o significado de dignidade humana e busca-se compreender, de forma elementar ao operador do Direito, o que representa a inteligência artificial. Examina-se, também, o que é Direito Digital e Governança Digital, aí incluída a governança de IA. A partir de então, são abordadas as iniciativas e algumas ferramentas de inteligência artificial existentes na instituição, destacando-se benefícios e riscos associados ao uso judicial dessas tecnologias. Utilizam-se pesquisas já empreendidas sobre o tema, tais como a desenvolvida pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Poder Judiciário da Fundação Getúlio Vargas (CIAPJ-FGV) sob a coordenação do Ministro Luís Felipe Salomão e da Juíza Federal Caroline Somesom Tauk, e o Relatório sobre o Uso da IA Generativa no Poder Judiciário produzido pelo CNJ (2024). Na identificação das vantagens e desvantagens da integração da IA na Justiça, é investigado de que forma isso impacta a dignidade humana dos jurisdicionados e, por vezes, dos próprios integrantes da instituição. Apresentam-se diretrizes éticas e boas práticas direcionadas ao uso judicial de sistemas de IA, extraídas de textos internacionais e nacionais e, com base nesses textos, são traçadas diretrizes específicas para prevenção ou mitigação de cada risco examinado, procedendo-se, ainda, a uma análise de conformidade entre as diretrizes sugeridas e a governança realizada pelo CNJ, a partir da Resolução CNJ 615/2025. Dessa forma, procura-se responder ao problema fulcral proposto na pesquisa: como o uso da inteligência artificial no Poder Judiciário se relaciona com a dignidade da pessoa humana e qual o seu potencial de impacto sobre essa dignidade?  A governança proposta e exercida pelo CNJ é suficiente para conter as ameaças a tal direito fundamental? Finalmente, a expectativa com a produção da presente pesquisa científica é contribuir para os estudos sobre o tema na seara acadêmica e promover a ampliação da visão institucional sobre o uso dos sistemas de IA no Poder Judiciário.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda Andrade Veras, Veni Creator Christian University

Mestra em Ciências Jurídicas pela Veni Creator Christian University; Especialista em Direito Constitucional pela Faculdade Instituto Brasil de Ensino (IBRA); Graduada em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Técnica Judiciária do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Henrique Rodrigues Lelis, Veni Creator Christian University

Doutor em Gestão do Conhecimento e Sistema de Informação pela Universidade FUMEC.  Mestre em Proteção das Leis Fundamentais pelo Programa de Mestrado em Direito da Universidade de Itaúna.  Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais -PUC Minas

 

Downloads

Publicado

2026-01-05

Como Citar

Veras, F. A., & Lelis, H. R. (2026). A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO PODER JUDICIÁRIO BRASILEIRO E SEUS IMPACTOS SOBRE A DIGNIDADE HUMANA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 19–491. Recuperado de https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/23429

Edição

Seção

E-books

Categorias