INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COGNITIVA COMO VETOR DE GOVERNANÇA E PRONTIDÃO OPERACIONAL: PROPOSIÇÃO DE UM MODELO INTEGRADO PARA A POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ

Autores

  • Antonio Rogerio Custodio dos Santos Faculdade UNINA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29957

Palavras-chave:

Inteligência Artificial. Governança Pública. Administração Pública. Polícia Militar. Gestão do Conhecimento. Transformação Digital. Capital Humano. Prontidão Operacional.

Resumo

A crescente complexidade regulatória da Administração Pública impõe às organizações policiais o desafio de conciliar segurança jurídica, eficiência administrativa e fortalecimento da prontidão operacional. Nesse contexto, o presente estudo propõe o Modelo Integrado de Inteligência Artificial Cognitiva (MIIA), concebido como uma arquitetura de governança organizacional destinada à aplicação estratégica da Inteligência Artificial em processos administrativos complexos da Polícia Militar do Paraná. Trata-se de pesquisa qualitativa, exploratória e de caráter propositivo, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica nacional e internacional sobre governança pública, transformação digital, inteligência artificial, gestão do conhecimento e administração estratégica, associada à análise documental de um processo administrativo de elevada complexidade regulatória utilizado exclusivamente como ambiente metodológico de validação do modelo. Como resultado, o estudo apresenta uma arquitetura estruturada em quatro camadas funcionais — Cognição Documental Inteligente, Inteligência Normativa, Inteligência Interoperável e Governança Cognitiva do Capital Humano — e introduz os conceitos de Ecossistema Cognitivo Institucional, Reversão Cognitiva do Efetivo, Maturidade Cognitiva Institucional e Governança Cognitiva do Capital Humano, destinados a explicar a utilização da Inteligência Artificial como instrumento permanente de fortalecimento da governança pública. Conclui-se que a principal inovação do MIIA não reside na automação de procedimentos administrativos, mas na reorganização estratégica do capital humano por meio da transferência de atividades burocráticas de baixo valor cognitivo para sistemas inteligentes, permitindo que os profissionais concentrem sua atuação em funções que demandam julgamento técnico, liderança e tomada de decisão. O modelo apresenta natureza conceitual, aplicação transversal e potencial de adaptação aos diversos macroprocessos administrativos da Polícia Militar do Paraná e de outras organizações públicas.

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Biografia do Autor

  • Antonio Rogerio Custodio dos Santos, Faculdade UNINA

    Especialista em Segurança Pública, Análise Criminal e Gestão Pública. Faculdade União Nelson Aoschi (Faculdade UNINA). Curitiba, Paraná, Brasil. Chefe do Centro de Material Bélico da Diretoria de Logística da Polícia Militar do Paraná (CMB/DL/PMPR).

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Publicado

2026-08-31

Como Citar

Santos, A. R. C. dos. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COGNITIVA COMO VETOR DE GOVERNANÇA E PRONTIDÃO OPERACIONAL: PROPOSIÇÃO DE UM MODELO INTEGRADO PARA A POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(8), 1-19. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29957

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