INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NO ENSINO MÉDIO: USO INDEVIDO, PLÁGIO E DESAFIOS PEDAGÓGICOS PARA A FORMAÇÃO CRÍTICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28290

Palavras-chave:

Inteligência artificial generativa. Ensino médio. Plágio. Letramento digital crítico. Ética na educação.

Resumo

A presença da inteligência artificial generativa no cotidiano escolar tornou-se uma questão urgente para a educação básica, especialmente no ensino médio, etapa em que se consolidam competências relacionadas à autoria, argumentação, interpretação, autonomia intelectual e responsabilidade ética na produção do conhecimento. O presente artigo tem como objetivo analisar as principais formas de uso indevido da inteligência artificial generativa por estudantes do ensino médio, com atenção aos seus impactos no desenvolvimento de competências cognitivas, na autoria acadêmica e na integridade dos processos avaliativos. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa, baseada em 14 produções publicadas entre 2024 e 2025, selecionadas por sua relação com inteligência artificial generativa, educação básica, ensino médio, avaliação, ética digital e letramento crítico. Os resultados indicam que os usos inadequados mais recorrentes envolvem plágio assistido por algoritmos, realização de tarefas sem esforço cognitivo, dependência tecnológica, uso acrítico de respostas geradas por ferramentas digitais e dificuldade de identificação da autoria discente. A literatura também evidencia que respostas baseadas apenas na proibição tendem a ser insuficientes, pois ignoram a presença já consolidada dessas tecnologias na vida dos estudantes. Conclui-se que o enfrentamento do problema exige formação docente, redesenho das práticas avaliativas, políticas institucionais claras e desenvolvimento de letramento digital crítico, de modo que a inteligência artificial generativa seja compreendida como objeto de reflexão pedagógica e não como substituta do pensamento do estudante.

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Biografia do Autor

Fernanda Silverio Ribeiro Boaventura, Must University

Licenciada em Pedagogia pela Universidade Pitágoras Unopar. É servidora pública no município de Senador Canedo, onde atua como professora da Educação Infantil, e no município de Anápolis, atuando como professora da pré-escola. Possui especializações em Educação Inclusiva com ênfase no Atendimento Educacional Especializado (AEE), Gestão Escolar e em Fundamentos para Alfabetização e Letramento e Psicopedagogia Institucional, consolidando sua atuação em práticas pedagógicas inclusivas e no desenvolvimento dos processos de ensino e aprendizagem. Desenvolve seu trabalho alinhado à Base Nacional Comum Curricular, com ênfase em metodologias ativas, práticas lúdicas e planejamento pedagógico intencional voltado ao desenvolvimento integral das crianças. Atualmente, é mestranda em Tecnologias Emergentes da Educação pela Must University⁠. Goiânia. Goiás. Brasil. 

Daerre Vinicius Vaz Carneiro, Must University

Professor de física concursado da rede estadual de educação do estado de Goiás desde agosto de 2024, em dedicação exclusiva. Possuo graduação como licenciado em física pela UEG Universidade Estadual de Goiás desde 2010, e graduação em pedagogia pela FPSJ Faculdade Paulista São José desde 2016 e pós-graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Faculdade de Ciências de Wenceslau Braz desde 2014 e atualmente estou concluindo o mestrando no curso de mestrado em ciências emergentes e tecnologias educacionais da Must University desde 2024. Goiânia. Goiás. Brasil. 

Elindamar Borges de Lima, Metropolitan University of Science and Technology

Graduada em Pedagogia na Faculdade de Anicuns. Graduada em Matemática pela Faculdade Albert Einstein (FALBE). Pós-graduada em Educação Inclusiva, Docência Universitária pela FASEM. Pós-graduada em Língua Portuguesa pela Universidade Salgado de Oliveira. Mestranda em Master of Science in Emergent Technologies in Education pela Must University. Atualmente atuando como professora do Ensino Fundamental e Médio da rede Estadual de Goiás. Goiânia. Goiás. Brasil.

Suzana Sales de Oliveira Silva, Metropolitan University of Science and Technology

Licenciada em Geografia pela Universidade Federal de Goiás. Graduada em Pedagogia pela Unifael. Pós-graduada em Psicopedagógico Clínica e Institucional pela FABEC. Mestranda em Tecnologias Emergentes da Educação pela Must University. Atualmente atuando como professora do Ensino Médio, na rede estadual, e da Educação Infantil, na rede municipal de Goiânia. Goiânia. Goiás. Brasil. 

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Publicado

2026-08-05

Como Citar

Boaventura, F. S. R., Carneiro, D. V. V., Lima, E. B. de, & Silva, S. S. de O. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NO ENSINO MÉDIO: USO INDEVIDO, PLÁGIO E DESAFIOS PEDAGÓGICOS PARA A FORMAÇÃO CRÍTICA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.28290