A RESSOCIALIZAÇÃO DO EGRESSO DO SISTEMA PRISIONAL E SUA REINTEGRAÇÃO À SOCIEDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31607Palavras-chave:
Reintegração social, Pessoa egressa, Reincidência, Políticas públicasResumo
Este artigo analisa os obstáculos jurídicos, institucionais e sociais à reintegração de pessoas egressas do sistema prisional brasileiro e examina as respostas oferecidas pelos instrumentos normativos e pelas políticas públicas. Adota abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, mediante revisão bibliográfica e documental de legislação, doutrina criminológica e penal, atos do Conselho Nacional de Justiça e relatórios institucionais. A investigação aborda as finalidades da pena, os fundamentos da reintegração social, o estigma, as dificuldades de acesso ao trabalho e a continuidade da assistência após a soltura. Os resultados indicam a existência de garantias legais e iniciativas de acolhimento, qualificação e encaminhamento a serviços, mas também evidenciam que a previsão normativa não comprova, isoladamente, sua implementação ou efetividade. A comparação de estudos sobre reincidência exige cautela diante de diferenças conceituais e metodológicas. Conclui-se que a reintegração social não constitui consequência automática do cumprimento da pena, dependendo de assistência continuada, oportunidades de participação comunitária e articulação entre Estado e sociedade. A avaliação dos resultados das políticas requer evidências empíricas específicas sobre cobertura e continuidade do atendimento.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY