MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA: ENTRE A INCLUSÃO E O ISOLAMENTO NAS INTERAÇÕES DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA SALA DE AULA REGULAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32282Palavras-chave:
Transtorno do espectro autista, Mediação pedagógica, Inclusão escolar, Escolarização, FamíliaResumo
Este estudo investiga a mediação pedagógica nas interações de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na sala de aula comum, problematizando como o suporte no ensino regular pode favorecer a inclusão, evitar o isolamento e fortalecer os vínculos com o docente regente e os pares. Diante dessa questão, o presente artigo tem como objetivo analisar de que maneira a mediação escolar pode ser estruturada na sala de aula regular para garantir a inclusão efetiva de alunos com TEA, atenuando o risco de barreiras sociais que dificultem a interação com os colegas de sala e com o professor regente. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo bibliográfico-documental, pautada em uma revisão integrativa da literatura recente e nos marcos normativos da Educação Inclusiva. Os resultados indicam que a inserção escolar efetiva exige superar a mera presença física ou a atuação isolada do profissional de apoio. Nesse processo, destaca-se o coensino, fundamentado no planejamento, na regência e na avaliação compartilhados entre o professor titular e o especialista, como eixo central para integrar o trabalho pedagógico. Observa-se que essa atuação é viabilizada pelo uso intencional de recursos como cronogramas visuais, rotinas sequenciais (Método TEACCH), espaços de autorregulação sensorial, pictogramas, pranchas de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), tablets, aplicativos de voz, Histórias Sociais (Social Stories), jogos cooperativos e materiais manipulativos. Soma-se a isso a elaboração conjunta do Plano de Desenvolvimento Individualizado (PDI) e a articulação com o Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas Salas de Recursos Multifuncionais. Conclui-se que o distanciamento social do discente com TEA não decorre de limitações biológicas intrínsecas, mas da escassez de mediação e de adequações no meio escolar, de modo que o trabalho colaborativo e a adequação das práticas de ensino asseguram uma inclusão efetiva, pautada na aprendizagem, na convivência e no respeito às singularidades dos estudantes.
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