A INCLUSÃO ESCOLAR DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: DESAFIOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO RIO GRANDE DO NORTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29703Palavras-chave:
Educação Inclusiva. Transtorno do Espectro Autista. Práticas Pedagógicas. Formação Docente. Inclusão Escolar.Resumo
A consolidação da educação inclusiva nas escolas públicas brasileiras representa um dos maiores desafios das políticas educacionais contemporâneas, sobretudo diante do crescimento do número de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculados nas classes comuns do ensino regular. Embora os avanços legais tenham ampliado o acesso desse público à escola, a efetivação da inclusão ainda encontra obstáculos relacionados à formação docente, à organização pedagógica, às adaptações curriculares e ao fortalecimento das redes de apoio entre escola, família e profissionais especializados. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo analisar os desafios enfrentados pelos professores e as práticas pedagógicas desenvolvidas durante o processo de inclusão de um estudante com TEA matriculado na Escola Estadual Maria Cristina, localizada no município de Parnamirim, Rio Grande do Norte. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, fundamentada na análise das narrativas produzidas por uma professora, um familiar e uma psicopedagoga, buscando compreender como ocorreu o processo de identificação, intervenção e acompanhamento do estudante no ambiente escolar. Os resultados evidenciam que os sentimentos iniciais dos docentes foram marcados pelo medo, insegurança e falta de preparo para atuar com a educação inclusiva. Entretanto, à medida que o processo educativo foi sendo construído de forma colaborativa, observou-se o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais flexíveis, adaptações curriculares, fortalecimento do vínculo entre professor e estudante e maior participação da família nas ações escolares. Conclui-se que a inclusão escolar ultrapassa a simples matrícula do estudante na classe comum, exigindo mudanças institucionais, formação continuada dos profissionais e construção coletiva de práticas pedagógicas que respeitem as singularidades do estudante com TEA, favorecendo seu desenvolvimento acadêmico, social e emocional.
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