LUDOTERAPIA CENTRADA NA CRIANÇA E GAMIFICAÇÃO: POSSIBILIDADES E LIMITES NA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30532Palavras-chave:
Ludoterapia. Gamificação. Abordagem Centrada na Pessoa. Psicoterapia infantil.Resumo
Este estudo analisou as bases teóricas da ludoterapia centrada na criança à luz da Abordagem Centrada na Pessoa e discutiu possibilidades e limites da incorporação de elementos de gamificação ao processo terapêutico infantojuvenil. Trata-se de uma revisão narrativa, qualitativa e teórico-reflexiva, fundamentada principalmente em Carl Rogers e Virginia Axline, além de estudos sobre jogos, gamificação e desenvolvimento infantil. A análise evidenciou que ludoterapia e gamificação são conceitos distintos, embora possam se aproximar no contexto clínico. Na ludoterapia, o brincar favorece a expressão e a elaboração da experiência infantil; na gamificação, elementos estruturados dos jogos buscam ampliar participação e engajamento. Recursos gamificados podem ser compatíveis com a prática centrada na criança quando preservam autonomia, espontaneidade, escolha e protagonismo. Conclui-se que a gamificação pode complementar a ludoterapia, desde que permaneça subordinada à relação terapêutica e aos princípios humanistas da não diretividade.
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