FUNÇÕES EXECUTIVAS E NEUROPLASTICIDADE: IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES E O DESEMPENHO EM EQUIPES ORGANIZACIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30187Palavras-chave:
Funções Executivas. Neuroplasticidade. Equipes Organizacionais. Terapia Cognitivo-Comportamental. Saúde Mental no Trabalho.Resumo
O ambiente organizacional contemporâneo exige que os profissionais planejem, tomem decisões, se adaptem às mudanças e trabalhem de forma colaborativa sob pressão. Essas capacidades, denominadas funções executivas, envolvem processos cognitivos relacionados, sobretudo, ao córtex pré-frontal e podem ser modificadas pela neuroplasticidade. Este artigo tem como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica qualitativa, as relações entre funções executivas, neuroplasticidade e desenvolvimento de habilidades em equipes organizacionais, examinando também as contribuições da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) como possibilidade de intervenção. A análise da literatura indica que o comprometimento da autorregulação, da memória de trabalho e da flexibilidade cognitiva pode favorecer conflitos interpessoais, dificuldade de adaptação, queda de produtividade e decisões menos eficazes. Indica, ainda, que experiências de aprendizagem contínua, prática deliberada, feedback e intervenções cognitivo-comportamentais podem contribuir para o desenvolvimento de repertórios cognitivos e socioemocionais. Conclui-se que o desenvolvimento neuropsicológico dos profissionais deve ser compreendido como estratégia de promoção de saúde mental e de sustentabilidade organizacional, sem reduzir fenômenos complexos a características individuais ou substituir o acompanhamento clínico quando necessário.
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