A RESISTÊNCIA DOS HOMENS EM BUSCAR MELHORIAS NA SAÚDE MENTAL: FATORES E DESAFIOS QUE INFLUENCIAM ESSA RELUTÂNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21343Palavras-chave:
Saúde mental dos homens. Masculinidade. Patriarcado.Resumo
O artigo, fundamentado em revisão bibliográfica, trata-se de um olhar que subsidia a atenção à saúde mental masculina, visando examinar os elementos socioculturais que levam os homens a resistir em procurar cuidados na saúde mental, entendendo como a ideologia patriarcal e os padrões de masculinidade impedem a manifestação de emoções e a busca por suporte psicológico. A metodologia empregada envolveu uma revisão bibliográfica exploratória, fundamentada em livros, artigos, revistas e documentários publicados de 2005 a 2022, examinados por meio da técnica de análise de conteúdo. Identificaram-se padrões e categorias ligadas ao estigma, ao risco de suicídio e às barreiras culturais e sociais que afetam o comportamento masculino em relação ao sofrimento mental. Os resultados indicam que a masculinidade, vinculada à força, invulnerabilidade e autossuficiência, está diretamente relacionada à negligência da saúde mental masculina, contribuindo para comportamentos de risco, elevados índices de suicídio e baixa adesão a tratamentos. Ademais, a baixa demanda por serviços de saúde mental evidencia o impacto do estigma social e a ausência de referências positivas de cuidado. O estudo conclui que é fundamental implementar estratégias de conscientização e políticas de saúde específicas para desmantelar padrões prejudiciais e incentivar o autocuidado masculino.
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