MORTALIDADE RELACIONADA AO HIV/AIDS NO BRASIL: TRANSFORMAÇÕES NO PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E PERSISTÊNCIA DAS DESIGUALDADES TERRITORIAIS, 2010–2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29664Palavras-chave:
Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. Mortalidade. Desigualdades em Saúde. Brasil.Resumo
Objetivo: Analisar a mortalidade relacionada ao HIV/AIDS no Brasil segundo evolução quinquenal, perfil sociodemográfico, local de ocorrência e distribuição territorial, entre 2010 e 2024. Métodos: Estudo ecológico descritivo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Incluíram-se os códigos B20–B24 da CID-10, agrupados em 2010–2014, 2015–2019 e 2020–2024. Calcularam-se frequências, proporções, razão de sexo e variações percentuais. Resultados: Foram registrados 174.205 óbitos. O total diminuiu de 61.514 para 53.840, redução de 12,48%. Predominaram homens e pessoas de 40 a 59 anos; a razão masculino/feminino aumentou de 1,93 para 2,12. A participação de pessoas com 60 anos ou mais cresceu de 8,20% para 17,02%, e a categoria parda tornou-se predominante. O Sudeste manteve o maior número absoluto, mas sua participação caiu, enquanto Norte e Nordeste aumentaram. Conclusão: A redução nacional coexistiu com envelhecimento do perfil e desigualdades sociodemográficas e territoriais persistentes, exigindo prevenção, diagnóstico oportuno e cuidado contínuo orientado pela equidade.
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