IMPACTOS PSICOSSOCIAIS DA RUPTURA ADOTIVA EM ADOLESCENTES INSTITUCIONALIZADOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31491Palavras-chave:
Adoção, Adolescente institucionalizado, Saúde mentalResumo
Este artigo buscou analisar, na literatura, os impactos psicossociais da ruptura adotiva em adolescentes institucionalizados, compreendida como a desistência da guarda durante o estágio de convivência ou a devolução após a sentença de adoção. Trata-se de uma revisão integrativa, com buscas na Scientific Electronic Library Online (SciELO), nos Periódicos Eletrônicos em Psicologia (PePSIC) e no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em português e inglês, de 2018 a 2026. Dos 348 registros identificados, 10 estudos compuseram a amostra final, predominantemente qualitativos e brasileiros. Os resultados indicam que a ruptura na adolescência tende a ocorrer após anos de convivência, associada a problemas de comportamento, à dificuldade dos adotantes diante da história do adolescente e à fragilidade do vínculo, com tendência a responsabilizá-lo pelo fracasso da adoção. Entre as repercussões estão a autoculpabilização, a vivência de um novo abandono e a regressão, além de falhas na preparação dos adotantes, no acompanhamento pós-adoção e na transição para a vida adulta. Conclui-se que a prevenção da ruptura exige acompanhamento psicológico especializado, inclusive após a sentença, e escuta do adolescente em todas as etapas do processo adotivo.
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