VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: PRÁTICAS ASSISTENCIAIS E CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE FÍSICA E MENTAL MATERNA – UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.27226Palavras-chave:
Enfermagem Obstétrica. Saúde Materna. Violência Obstétrica.Resumo
A violência obstétrica constitui um problema relevante de saúde pública, caracterizado por práticas assistenciais abusivas, desrespeitosas ou desnecessárias durante a gestação, parto e pós-parto, impactando negativamente a saúde física e mental das mulheres. Este estudo objetivou analisar as práticas assistenciais que configuram a violência obstétrica e seus impactos na saúde materna. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo. A busca foi realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e PubMed/MEDLINE, por meio de estratégias de busca estruturadas. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2025, nos idiomas português e inglês. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 14 estudos compuseram a amostra final. Os resultados evidenciaram que a violência obstétrica se manifesta por meio de intervenções sem indicação clínica, ausência de consentimento, negligência e desrespeito à autonomia da mulher, estando associada a complicações físicas, prejuízos no puerpério e impactos psicológicos, como depressão pós-parto e transtorno de estresse pós-traumático. Conclui-se que a adoção de práticas humanizadas, baseadas em evidências científicas, aliada à atuação qualificada da equipe de enfermagem, é fundamental para a prevenção da violência obstétrica, promovendo o protagonismo da mulher e uma experiência de parto mais segura e respeitosa.
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