O ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL NO TRÁFICO PRIVILEGIADO COMO ALTERNATIVA PARA REDUZIR AS ELEVADAS TAXAS DE ENCARCERAMENTO DECORRENTES DA POLÍTICA DE DROGAS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29394Palavras-chave:
Acordo de Não Persecução Penal. Tráfico privilegiado. Política de drogas.Resumo
Este artigo examina se o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) pode servir como alternativa ao encarceramento nos casos de tráfico privilegiado, dentro da política de drogas brasileira, e se sua aplicação exige critérios mais uniformes entre os órgãos responsáveis. A pesquisa segue o método dedutivo, com revisão bibliográfica, análise legislativa, jurisprudencial e de dados oficiais. Os resultados mostram que a Lei de Drogas, construída sob uma lógica de endurecimento penal, não atingiu as organizações criminosas como pretendia, e em vez disso, ajudou a encarcerar pequenos traficantes e usuários, na maioria jovens, negros, pobres e com pouca escolaridade. Diante desse quadro, o estudo propõe o tráfico privilegiado combinado ao ANPP como caminho mais proporcional que o modelo proibicionista atual. A conclusão é que essa alternativa só funciona se houver critérios institucionais e jurisprudenciais uniformes, capazes de reduzir decisões divergentes e impedir que se repitam as práticas da guerra às drogas, sem que isso represente avanço real no combate ao tráfico ou na proteção de direitos fundamentais.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY