INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO JUDICIÁRIO: EFICIÊNCIA E VIOLAÇÕES CONSTITUCIONAIS EM DECISÕES AUTOMATIZADAS

Autores

  • Camille Lorrane Pereira da Silva FIMCA
  • Samile Oliveira de Albuquerque FIMCA
  • Roberto Pinto Monte Júnior FIMCA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26995

Palavras-chave:

Inteligência Artificial. Poder Judiciário. Eficiência. Garantias Constitucionais. Decisões Automatizadas.

Resumo

O presente artigo analisa a crescente implementação de sistemas de inteligência Artificial (IA) no Poder Judiciário brasileiro, investigando a tensão entre a busca pela eficiência e celeridade processual, conforme o princípio da razoável duração do processo (art. 5°, LXXVIII, CF), e as potenciais violações e garantias constitucionais fundamentais. O objetivo principal é examinar em que medida a automação de atos decisórios pode comprometer o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e, especialmente, o dever de fundamentação das decisões judiciais (art. 93, IX, CF). Por meio de uma metodologia de revisão bibliográfica e documental, este estudo problematiza o uso da IA, destacando desafios inerentes à tecnologia, como a opacidade de algoritmos e a possibilidade de vieses discriminatórios. Conclui-se que, embora a tecnologia seja uma aliada indispensável à modernização da justiça, sua utilização deve ser rigorosamente balizada por princípios éticos e normativos, a fim de assegurar que a eficiência não se sobreponha à integridade dos direitos dos jurisdicionados, defendendo um modelo de IA como ferramenta de apoio ao julgador, e não como seu substituto.

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Biografia do Autor

Camille Lorrane Pereira da Silva, FIMCA

Acadêmica do curso de Direito do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA. 

Samile Oliveira de Albuquerque, FIMCA

Acadêmica do curso de Direito do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA. 

Roberto Pinto Monte Júnior, FIMCA

Professor Orientador. Graduado em Direito pela Universidade Luterana do Brasil - ULBRA. Mestrado em conservação e uso de recursos naturais pela Universidade de Rondônia – UNIR. Professor vinculado ao Departamento de Direito do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA.  

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

Silva, C. L. P. da, Albuquerque, S. O. de, & Monte Júnior, R. P. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO JUDICIÁRIO: EFICIÊNCIA E VIOLAÇÕES CONSTITUCIONAIS EM DECISÕES AUTOMATIZADAS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(5), 1–20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26995