INFECÇÕES HOSPITALARES: UMA ANÁLISE DOS PRINCIPAIS AGENTES ETIOLÓGICOS, COMPLICAÇÕES E DESFECHOS CLÍNICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26616Palavras-chave:
Infecção hospitalar. Resistência antimicrobiana. Segurança do paciente.Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar os principais agentes etiológicos associados às infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), bem como suas complicações clínicas e desfechos hospitalares, a partir da literatura científica recente. Trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa, realizada nas bases de dados SciELO e LILACS, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2024, disponíveis na íntegra nos idiomas português, inglês e espanhol. A análise evidenciou predominância de microrganismos multirresistentes, com destaque para Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli. Entre os principais fatores associados às IRAS destacaram-se o uso de dispositivos invasivos, a permanência em unidades de terapia intensiva e falhas na adesão às medidas de biossegurança. As complicações mais frequentes incluíram sepse, disfunção orgânica múltipla, aumento da mortalidade hospitalar, prolongamento do tempo de internação e maior risco de reinternação. Observou-se que as infecções hospitalares constituem um fenômeno multifatorial, resultante da interação entre condições clínicas do paciente, características dos microrganismos e organização dos serviços de saúde. Conclui-se que o fortalecimento da vigilância epidemiológica, o uso racional de antimicrobianos e a adesão rigorosa às estratégias de prevenção são fundamentais para reduzir a incidência das IRAS e melhorar os desfechos assistenciais.
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