O SILÊNCIO DIANTE DO SOFRIMENTO INFANTIL: ENTRE O MEDO E O DESCONHECIDO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26263Palavras-chave:
Suicídio. suicídio infantil. Suicídio infantojuvenil. saúde mental.Resumo
O suicidio infanto-juvenil configura-se como um grave problema de saúde pública, marcado por tabus e negações sociais que dificultam sua compreensão no Brasil. A ideia de que infância e adolescência seriam fases naturalmente protegidas do sofrimento psíquico contribui para a inviabilização da dor emocional, a subnotificação e o atraso na busca por cuidado. Esse silêncio atua como um fator de adoecimento. O objetivo deste estudo foi analisar o suicidio infanto-juvenil sob uma perspectiva psicossocial. Trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa fundamentada em produções nacionais e internacionais. A pesquisa justifica-se pela necessidade de ampliar o debate, superando visões reducionistas do suicidio como ato isolado. Os resultados apontam o comportamento suicida como multifatorial, associado a sofrimento psíquico, violências, fragilidade de vínculos e ausência de suporte institucional. Os sinais prévios costumam ser ignorados, levando à procura tardia por ajuda. Na discussão, evidencia-se que o suicidio infantil denuncia falhas coletivas nos sistemas de proteção. Estratégias de prevenção eficazes demandam ações intersetoriais e fortalecimento das redes familiares, escolares e comunitárias. Conclui-se que enfrentar o tema exige romper o silêncio social, desestigmatizar o sofrimento psíquico e reconhecer crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. Mais do que prevenir mortes, trata-se de promover cuidado, pertencimento e dignidade.
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