O FECHAMENTO DE ESCOLAS DO CAMPO NO BRASIL: UMA BREVE ANÁLISE DAS JUSTIFICATIVAS APRESENTADAS NA PRODUÇÃO ACADÊMICA

Autores

  • Patrícia Pereira Alves Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Lúcia Marisy Souza Ribeiro de Oliveira Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Teonis Batista da Silva Universidade Federal do Piauí
  • Rosangela Bezerra Fonseca Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Edlúcia da Silva Costa Universidade Federal de Pernambuco
  • Maria Auxiliadora Tavares da Paixão Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Flávia Cartaxo Ramalho Vilar Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31726

Palavras-chave:

Educação do campo, Fechamento de escolas, Direito à educação, Políticas públicas, Comunidades rurais

Resumo

O fechamento de escolas do campo constitui um desafio para a garantia do direito à educação e para a permanência das populações camponesas em seus territórios. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo identificar e analisar as justificativas apresentadas pelo poder público para o fechamento dessas instituições, com base na produção acadêmica brasileira. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, realizada por meio de buscas no Google Acadêmico, utilizando a expressão “justificativas para fechar as escolas do campo”. Após a leitura dos títulos e resumos, foram selecionadas dez publicações, entre artigos científicos, trabalhos de conclusão de curso, dissertações, teses e capítulo de livro. Os resultados apresentados nos estudos indicam a recorrência de justificativas relacionadas à redução dos gastos públicos, ao baixo número de matrículas, à nucleação escolar e à alegação de melhoria da qualidade do ensino em unidades maiores, geralmente localizadas em áreas urbanas. A análise também evidencia que o fechamento das escolas pode ampliar as distâncias percorridas pelos estudantes, intensificar a dependência do transporte escolar e enfraquecer os vínculos entre a escola e a comunidade. Conclui-se que as justificativas de natureza econômica e administrativa precisam ser examinadas em articulação com o direito à educação, as especificidades socioculturais dos territórios e a participação das comunidades nas decisões que afetam suas escolas. Ressalta-se a importância de políticas públicas que assegurem condições adequadas de funcionamento e valorizem a função social das escolas do campo.

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Biografia do Autor

  • Patrícia Pereira Alves, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano Campus Petrolina Zona Rural, Doutoranda em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial e Mestra em Ciências da Saúde e Biológicas pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, Graduada em Pedagogia Universidade do Estado da Bahia. 

  • Lúcia Marisy Souza Ribeiro de Oliveira, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Professora Titular da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Doutora em Desenvolvimento sócio ambiental pela Universidade Federal do Pará, Mestra em Desenvolvimento Regional e Pedagoga. 

  • Teonis Batista da Silva, Universidade Federal do Piauí

    Professor da Universidade Federal do Piauí, Doutorando em Ciências Agrárias pela Universidade Federal do Piauí, Mestre em Agronomia, com ênfase em Horticultura Irrigada, pela Universidade do Estado da Bahia, especialista em Agronomia pela Faculdade FAVENI e engenheiro agrônomo pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, Campus Petrolina Zona Rural. 

  • Rosangela Bezerra Fonseca, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Doutoranda em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial e Mestra em Extensão Rural pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, Graduação em Licenciatura Plena em Letras pela Universidade de Pernambuco.

  • Edlúcia da Silva Costa, Universidade Federal de Pernambuco

    Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano Campus Petrolina Zona Rural, Mestra em História pela Universidade Federal de Pernambuco, Graduação em História pela Universidade Federal de Pernambuco. 

  • Maria Auxiliadora Tavares da Paixão, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Doutoranda em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Mestra em Extensão Rural pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, Graduação em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia. 

  • Flávia Cartaxo Ramalho Vilar, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano

    Professora titular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, Campus Petrolina Zona Rural. Doutorado em Agronomia - Universidade Federal da Paraíba -Centro de Ciências Agrárias, Mestrado em Botânica pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, Graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba. 

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Publicado

2026-11-05

Como Citar

Alves, P. P., Oliveira, L. M. S. R. de, Silva, T. B. da, Fonseca, R. B., Costa, E. da S., Paixão, M. A. T. da, & Vilar, F. C. R. (2026). O FECHAMENTO DE ESCOLAS DO CAMPO NO BRASIL: UMA BREVE ANÁLISE DAS JUSTIFICATIVAS APRESENTADAS NA PRODUÇÃO ACADÊMICA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(11), 1-16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31726