PRESCRIÇÃO E USO PROLONGADO DE BENZODIAZEPÍNICOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE COLETIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30524Palavras-chave:
Benzodiazepínicos. Atenção primária à saúde. Saúde coletiva. Implicações.Resumo
Esse artigo buscou analisar as implicações relacionadas à prescrição e ao uso prolongado de BZD na APS, considerando os aspectos relacionados à segurança, dependência, acompanhamento terapêutico e uso racional desses medicamentos. Trata-se de uma revisão integrativa realizada entre agosto e setembro de 2026, nas bases PubMed/MEDLINE, BVS e SciELO, incluindo estudos publicados entre 2021 e 2026 sobre prescrição e uso prolongado de benzodiazepínicos na APS. Foram aplicados descritores DeCS/MeSH e critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, com seleção, categorização e síntese dos estudos. Foram selecionados 11 estudos, com diferentes delineamentos e níveis de evidência, abrangendo aspectos relacionados ao uso prolongado, segurança, dependência e desprescrição de benzodiazepínicos na APS. Os achados indicaram frequência relevante de uso prolongado, associação com eventos adversos e maior atenção para idosos e usuários com polifarmácia. As estratégias de desprescrição, especialmente aquelas envolvendo redução gradual, educação em saúde e participação do usuário, apresentaram resultados favoráveis, embora com variações entre os estudos. O uso prolongado de BZD permanece presente na APS, relacionando-se à dependência, abstinência e eventos adversos, reforçando a necessidade de acompanhamento e uso racional. A desprescrição pode ser favorecida por redução gradual, educação em saúde e decisão compartilhada, devendo ser individualizada. Novas pesquisas no contexto brasileiro são necessárias para avaliar estratégias de desprescrição e acompanhamento multiprofissional.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY