PRESCRIÇÃO E USO PROLONGADO DE BENZODIAZEPÍNICOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE COLETIVA

Autores

  • Jozadake Petry Fausto Universidade Estadual Paulista
  • Maranubia Bernardino Nunes Instituição Unex Faculdade de Excelência de Jequié
  • Kauan Rasnhe Ferreira Sampaio UNINTA-INTA
  • Patricia Pereira Alves UNOPAR
  • Bianca Carolina da Silva UNIFAL-MG
  • João Victor Oliveira Andrade FAVENI
  • Janicleia Rocha de Sá Centro Universitário Católico de Quixadá

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30524

Palavras-chave:

Benzodiazepínicos. Atenção primária à saúde. Saúde coletiva. Implicações.

Resumo

Esse artigo buscou analisar as implicações relacionadas à prescrição e ao uso prolongado de BZD na APS, considerando os aspectos relacionados à segurança, dependência, acompanhamento terapêutico e uso racional desses medicamentos. Trata-se de uma revisão integrativa realizada entre agosto e setembro de 2026, nas bases PubMed/MEDLINE, BVS e SciELO, incluindo estudos publicados entre 2021 e 2026 sobre prescrição e uso prolongado de benzodiazepínicos na APS. Foram aplicados descritores DeCS/MeSH e critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, com seleção, categorização e síntese dos estudos. Foram selecionados 11 estudos, com diferentes delineamentos e níveis de evidência, abrangendo aspectos relacionados ao uso prolongado, segurança, dependência e desprescrição de benzodiazepínicos na APS. Os achados indicaram frequência relevante de uso prolongado, associação com eventos adversos e maior atenção para idosos e usuários com polifarmácia. As estratégias de desprescrição, especialmente aquelas envolvendo redução gradual, educação em saúde e participação do usuário, apresentaram resultados favoráveis, embora com variações entre os estudos. O uso prolongado de BZD permanece presente na APS, relacionando-se à dependência, abstinência e eventos adversos, reforçando a necessidade de acompanhamento e uso racional. A desprescrição pode ser favorecida por redução gradual, educação em saúde e decisão compartilhada, devendo ser individualizada. Novas pesquisas no contexto brasileiro são necessárias para avaliar estratégias de desprescrição e acompanhamento multiprofissional.

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Biografia do Autor

Jozadake Petry Fausto, Universidade Estadual Paulista

Doutoranda em geografia pela Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho”, no Programa Territorial América Latina e Caribe.

Maranubia Bernardino Nunes, Instituição Unex Faculdade de Excelência de Jequié

Graduanda em enfermagem pela Instituição Unex Faculdade de Excelência de Jequié.

Kauan Rasnhe Ferreira Sampaio, UNINTA-INTA

Graduando em medicina pela UNINTA-INTA.

Patricia Pereira Alves, UNOPAR

Graduanda em enfermagem pela UNOPAR.

Bianca Carolina da Silva, UNIFAL-MG

Mestre em Nutrição e Longevidade pela UNIFAL-MG.

João Victor Oliveira Andrade, FAVENI

Especialista em UTI pela FAVENI.

Janicleia Rocha de Sá, Centro Universitário Católico de Quixadá

Especialista em Farmácia clínica e prescrição farmacêutica pelo Centro Universitário Católico de Quixadá – Polo Tianguá.

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Publicado

2026-09-23

Como Citar

Fausto, J. P., Nunes, M. B., Sampaio, K. R. F., Alves, P. P., Silva, B. C. da, Andrade, J. V. O., & Sá, J. R. de. (2026). PRESCRIÇÃO E USO PROLONGADO DE BENZODIAZEPÍNICOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE COLETIVA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30524