DETERMINANTES DO ABANDONO DO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: EVIDÊNCIAS DO NORDESTE BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31145Palavras-chave:
Tuberculose, Abandono do Tratamento, Atenção Primária à Saúde, Determinantes Sociais da SaúdeResumo
A tuberculose permanece como importante problema de saúde pública, e o abandono do tratamento constitui um dos principais desafios para o controle da doença. Este estudo objetivou analisar os fatores associados ao abandono do tratamento da tuberculose no Nordeste brasileiro e discutir suas implicações para a Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases BVS, SciELO e PubMed, considerando estudos publicados entre 2015 e 2025. As evidências foram organizadas em três dimensões: fatores socioeconômicos e territoriais; fatores clínicos e comportamentais; e aspectos relacionados à organização dos serviços de saúde. Os achados demonstraram associação do abandono com vulnerabilidades socioeconômicas, desigualdades territoriais, consumo de álcool, histórico prévio de abandono, recorrência da doença, coinfecção TB/HIV e dificuldades no acompanhamento clínico e assistencial. Também foram identificadas diferenças importantes entre estados, municípios e grupos populacionais. Conclui-se que o abandono é um fenômeno multifatorial, demandando estratégias territorializadas, acompanhamento longitudinal, busca ativa, fortalecimento do vínculo e integração entre vigilância epidemiológica e Atenção Primária à Saúde.
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