COMPARAÇÃO DAS PRINCIPAIS FERRAMENTAS DE TRIAGEM NUTRICIONAL UTILIZADAS EM PACIENTES ONCOLÓGICOS ADULTOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31398Palavras-chave:
Neoplasias, Triagem nutricional, Desnutrição, Oncologia, Estado nutricionalResumo
O câncer é uma das principais causas de morbimortalidade mundial e a desnutrição constitui uma complicação frequente em pacientes oncológicos, associando-se a pior prognóstico, maior toxicidade terapêutica, aumento do tempo de internação e redução da qualidade de vida. A triagem nutricional permite identificar precocemente pacientes em risco e direcionar avaliação nutricional detalhada. Este estudo teve como objetivo comparar as principais ferramentas de triagem nutricional utilizadas em pacientes oncológicos adultos: Malnutrition Screening Tool (MST), Malnutrition Universal Screening Tool (MUST), Nutritional Risk Screening 2002 (NRS-2002), NUTRISCORE e Patient-Generated Subjective Global Assessment Short Form (PG-SGA SF). Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, conduzida conforme recomendações do PRISMA 2020. A busca foi realizada em 20 de setembro de 2026 na base PubMed/MEDLINE, considerando publicações dos últimos dez anos, estudos em humanos e população adulta. Foram recuperados 493 registros; após triagem por títulos e resumos, 22 artigos foram avaliados na íntegra e 16 estudos foram incluídos. Os estudos somaram 8.269 participantes e avaliaram diferentes contextos assistenciais, tipos de câncer, tratamentos e padrões de referência. A NRS-2002 foi a ferramenta mais investigada e apresentou associação mais consistente com desfechos clínicos, especialmente em ambiente hospitalar e cirúrgico. A PG-SGA SF demonstrou bom desempenho no contexto ambulatorial e incluiu sintomas de impacto nutricional. A MST destacou-se pela rapidez e simplicidade, mas apresentou sensibilidade variável. A MUST mostrou alta especificidade e sensibilidade intermediária, enquanto o NUTRISCORE, apesar de específico para oncologia, apresentou desempenho heterogêneo em validações externas. Conclui-se que nenhuma ferramenta foi superior em todos os cenários, sendo a escolha dependente do contexto assistencial, finalidade da triagem e padrão de referência utilizado.
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