SEMAGLUTIDA E TIRZEPATIDA NO TRATAMENTO DA OBESIDADE: BENEFÍCIOS, RISCOS E PERSPECTIVAS CLÍNICAS DOS AGONISTAS DO RECEPTOR GLP-1
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28619Palavras-chave:
Obesidade. Semaglutida. Tirzepatida. Agonistas do receptor GLP-1. Tratamento farmacológico.Resumo
A obesidade é uma doença crônica multifatorial associada ao aumento do risco de diversas comorbidades, incluindo diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e distúrbios metabólicos, configurando-se como um importante problema de saúde pública mundial. Nesse contexto, novas abordagens farmacológicas têm sido incorporadas ao tratamento da obesidade, destacando-se a semaglutida e a tirzepatida, medicamentos que atuam por meio de mecanismos relacionados aos agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1). O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da eficácia, dos benefícios metabólicos, dos riscos e das perspectivas clínicas da semaglutida e da tirzepatida no tratamento da obesidade. Trata-se de uma revisão da literatura realizada a partir de estudos publicados entre 2022 e 2026, selecionados em bases de dados científicas nacionais e internacionais. Os resultados demonstraram que ambos os medicamentos promovem reduções significativas e sustentadas do peso corporal, sendo a tirzepatida associada, em alguns estudos, a perdas ponderais superiores às observadas com a semaglutida. Além da redução do peso, foram identificados benefícios metabólicos relevantes, como melhora do controle glicêmico, redução da circunferência abdominal, melhora do perfil lipídico e diminuição do risco cardiovascular. Em relação à segurança, os eventos adversos mais frequentes foram de natureza gastrointestinal, incluindo náuseas, vômitos, diarreia e constipação, geralmente classificados como leves a moderados. Conclui-se que a semaglutida e a tirzepatida constituem estratégias terapêuticas eficazes e relativamente seguras para o manejo da obesidade, especialmente quando associadas a mudanças no estilo de vida. Entretanto, são necessários estudos adicionais para avaliar seus efeitos em longo prazo, sua aplicabilidade em diferentes populações e os desafios relacionados à adesão e à acessibilidade ao tratamento.
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