INTERNAÇÕES, MORTALIDADE E LETALIDADE HOSPITALAR POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NO BRASIL: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24230Palavras-chave:
Acidente Vascular Cerebral. Mortalidade Hospitalar. Análise Temporal. Desigualdades em Saúde. Epidemiologia.Resumo
Este estudo ecológico analisou internações e óbitos hospitalares por Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil entre 2016 e 2024, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Foram incluídos casos de hemorragia intracraniana, infarto cerebral e AVC não especificado, conforme a CID-10. Realizou-se análise estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas, taxas de mortalidade hospitalar e variações percentuais anuais e globais do período, além de análise espacial por mapas coropléticos elaborados no software R. No período, observou-se aumento de 31,5% nas internações e de 16,0% nos óbitos hospitalares. Em contraste, a taxa de mortalidade hospitalar apresentou redução de 11,8%, indicando melhora proporcional dos desfechos intra-hospitalares ao longo da série histórica. A distribuição regional mostrou maior concentração de eventos no Sudeste e Nordeste, enquanto as maiores taxas de mortalidade foram registradas no Norte e Nordeste, evidenciando desigualdades regionais. Diferenças também foram observadas segundo sexo e cor/raça, com maior mortalidade entre mulheres, indígenas e indivíduos com informação ignorada. Os resultados destacam a relevância da análise temporal e espacial dos indicadores hospitalares do AVC e reforçam a necessidade de políticas públicas direcionadas à redução das desigualdades no acesso e na qualidade da atenção hospitalar no Brasil.
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