USO DE PLANTAS MEDICINAIS NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE DOENÇAS NO CONTEXTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30928Palavras-chave:
Plantas medicinais, Fitoterapia, Sistema Único de Saúde, Atenção Primária à Saúde, Práticas Integrativas e ComplementaresResumo
Este estudo teve como objetivo identificar, sistematizar e analisar evidências científicas sobre o uso de plantas medicinais e fitoterapia no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na Atenção Primária à Saúde (APS), na prevenção e no tratamento de agravos e na articulação entre saberes tradicionais, evidências científicas e políticas públicas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre janeiro e março de 2025 nas bases SciELO, LILACS e PubMed. Foram considerados artigos publicados entre 2014 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol, de acesso livre e integral, relacionados ao uso de plantas medicinais no SUS ou na APS. Inicialmente foram identificados 238 registros; após a triagem por títulos e resumos, 74 estudos foram encaminhados para leitura completa e 50 compuseram a amostra final. A síntese evidenciou a presença recorrente de plantas medicinais e fitoterápicos em práticas de cuidado, sobretudo em contextos de APS e comunidades rurais e periféricas, além de apontar potencialidades relacionadas ao autocuidado, à promoção da saúde e à valorização de saberes tradicionais. Também foram identificadas limitações relacionadas à formação profissional, à padronização das práticas, à disponibilidade de evidências e à organização dos serviços. Conclui-se que a integração da fitoterapia ao SUS exige uso racional, segurança, qualidade, formação permanente e articulação entre conhecimento científico e saberes tradicionais, sem substituir terapias convencionais quando estas forem clinicamente indicadas.
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