ENTRE A NORMA E A NEGLIGÊNCIA: BARREIRAS ESTRUTURAIS, INSTITUCIONAIS E PROFISSIONAIS NA INTEGRAÇÃO DE FITOTERÁPICOS NATIVOS DA CAATINGA AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

Autores

  • Paulo Roberto Ramos UNIVASF
  • Rodrigo Almeida Ferreira Universidade Federal do Vale do São Francisco image/svg+xml
  • Andreza Monteiro Cavalcante Universidade Federal do Vale do São Francisco image/svg+xml
  • Michael Douglas Alves dos Santos UNEB
  • Fernando Pereira Coelho Universidade Federal do Vale do São Francisco image/svg+xml
  • Pedro Paulo da Cunha Universidade Federal do Vale do São Francisco image/svg+xml
  • Raimundo Ribeiro Galvão Filho Universidade Federal do Vale do São Francisco image/svg+xml
  • Natália Gomes de Carvalho Freitas Universidade Federal do Vale do São Francisco image/svg+xml
  • Maria Eliete Ribeiro de Araújo Universidade Federal do Vale do São Francisco image/svg+xml
  • Débora Cíntia Oliveira da Silva FABEX
  • Antonione Antunes dos Santos UNIVASF
  • Maria Auxiliadora dos Santos Alves Universidade Federal do Vale do São Francisco image/svg+xml
  • Geovani Dionísio Coelho FAVENI
  • Gabriela Garcia de Andrade UNIVASF

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26392

Palavras-chave:

Fitoterapia. Caatinga. Implementação de políticas. Barreiras institucionais. Plantas medicinais nativas. Equidade em saúde.

Resumo

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares existe formalmente desde 2006, mas quase duas décadas depois o abismo entre regulação e prática clínica permanece desconcertante. Esta revisão integrativa investigou as barreiras que obstruem a incorporação de fitoterápicos nativos da Caatinga ao Sistema Único de Saúde, empregando um framework de Implementation Science em perspectiva multinível: macro, meso, micro e contextual. A busca sistemática em cinco bases de dados (BVS, SciELO, PubMed, LILACS e Web of Science), conduzida entre outubro de 2025 e março de 2026, identificou 1.336 registros, dos quais 27 referências foram selecionadas para síntese qualitativa conforme diretrizes PRISMA-ScR. Os achados revelam que a falha implementacional não é acidental: a RENAME privilegia sistematicamente espécies exóticas, as Farmácias Vivas operam fragmentadas e desconectadas da prescrição médica, profissionais de saúde chegam ao mercado de trabalho sem formação adequada e sustentam ceticismo que parece mais corporativista que científico, e o semiárido enfrenta vulnerabilidades climáticas e sociais que tornam qualquer implementação genérica inviável. Mais grave, essa falha reproduz iniquidades territoriais e socioeconômicas que afetam desproporcionalmente populações pobres rurais do Nordeste, precisamente as que mais conhecem e demandam plantas medicinais nativas. Conclui-se que a implementação genuína da PNPIC exige reconfiguração simultânea em múltiplos níveis, com destaque para revisão participativa de RENAME, reforma curricular obrigatória nos cursos de saúde, financiamento federal permanente e valorização epistêmica do conhecimento tradicional sertanejo.

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Biografia do Autor

  • Paulo Roberto Ramos, UNIVASF

    Docente da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).

  • Rodrigo Almeida Ferreira, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Discente do PPGDiDeS da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

  • Andreza Monteiro Cavalcante, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Discente do PPGDiDeS da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

  • Michael Douglas Alves dos Santos, UNEB

    Discente do PPGESA da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). 

  • Fernando Pereira Coelho, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Mestre pelo PPGDiDeS da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

  • Pedro Paulo da Cunha, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Discente do PPGDiDeS da Universidade Federal do Vale do São Francisco. 

  • Raimundo Ribeiro Galvão Filho, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Discente do PPGDiDeS da Universidade Federal do Vale do São Francisco. 

  • Natália Gomes de Carvalho Freitas, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Discente do PPGDiDeS da Universidade Federal do Vale do São Francisco. 

  • Maria Eliete Ribeiro de Araújo, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Discente do PPGDiDeS da Universidade Federal do Vale do São Francisco. 

  • Débora Cíntia Oliveira da Silva, FABEX

    Especialista em Saúde Pública pela FABEX. 

     

  • Antonione Antunes dos Santos, UNIVASF

    Discente do doutorado do PPGADT da UNIVASF. 

  • Maria Auxiliadora dos Santos Alves, Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Servidora da Universidade Federal do Vale do São Francisco. 

  • Geovani Dionísio Coelho, FAVENI

    Especialista em Agricultura Orgânica pela Faveni. 

  • Gabriela Garcia de Andrade, UNIVASF

    Especialista em Residência Multiprofissional em Intensivíssimo pela UNIVASF. 

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Publicado

2026-05-11

Como Citar

Ramos, P. R., Ferreira, R. A., Cavalcante, A. M., Santos, M. D. A. dos, Coelho, F. P., Cunha, P. P. da, Galvão Filho, R. R., Freitas, N. G. de C., Araújo, M. E. R. de, Silva, D. C. O. da, Santos, A. A. dos, Alves, M. A. dos S., Coelho, G. D., & Andrade, G. G. de. (2026). ENTRE A NORMA E A NEGLIGÊNCIA: BARREIRAS ESTRUTURAIS, INSTITUCIONAIS E PROFISSIONAIS NA INTEGRAÇÃO DE FITOTERÁPICOS NATIVOS DA CAATINGA AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(5), 1-22. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26392

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