DESCOLONIZANDO A QUALIDADE DE VIDA: ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE INDICADORES BIOMÉDICOS E COSMOLOGIAS TRADICIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24459Palavras-chave:
Colonialidade Biomédica. Carga Alostática. Continuidade Cultural. Indicadores Interculturais. Saúde Indígena.Resumo
Este artigo problematiza a hegemonia biomédica na mensuração da qualidade de vida, argumentando que instrumentos consolidados, como o WHOQOL-BREF, permanecem ancorados em epistemologias ocidentais que desconsideram cosmologias tradicionais, como o Bem Viver (Sumak Kawsay). Tal lacuna produz distorções analíticas na interpretação de indicadores de saúde, especialmente em populações indígenas e contextos de vulnerabilidade socioambiental. O objetivo do estudo é analisar a utilização de biomarcadores de estresse (cortisol, carga alostática, marcadores inflamatórios) e, simultaneamente, investigações empíricas sobre bem-estar indígena, propondo um framework integrativo que articule indicadores biológicos e dimensões espirituais-comunitárias de qualidade de vida. Trata-se de uma revisão integrativa conforme, com busca sistematizada em bases internacionais, resultando na seleção final de 25 artigos originais revisados por pares. Os resultados indicam convergência entre continuidade cultural, territorialidade e modulação de marcadores fisiológicos de estresse, evidenciando limites dos modelos exclusivamente biomédicos. Conclui-se que a descolonização da qualidade de vida exige uma matriz analítica relacional, biologicamente informada e epistemologicamente plural, que desafia o atual padrão comumente predominante.
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