PSICOFARMACOLOGIA NO CLIMATÉRIO, NA MENOPAUSA E NA MENOPAUSA TARDIA: EVIDÊNCIAS, PADRÕES-OURO E EQUIDADE NO ACESSO AO TRATAMENTO EM MULHERES 40+
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31197Palavras-chave:
Climatério, Menopausa, Menopausa tardia, Psicofarmacologia, Terapia hormonal da menopausa, Saúde da mulher, Sistema Único de SaúdeResumo
Introdução: a transição menopausal — compreendida entre o climatério, a menopausa e a menopausa tardia — constitui período de elevada vulnerabilidade neuropsiquiátrica em mulheres a partir dos 40 anos, com aumento da incidência de depressão, ansiedade e sintomas vasomotores. Objetivo: analisar, à luz das evidências científicas atuais e das diretrizes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), as principais estratégias psicofarmacológicas empregadas no climatério e na menopausa, correlacionando-as aos benefícios clínicos e à realidade de acesso no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede suplementar. Metodologia: revisão narrativa de literatura, com busca em PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, UpToDate, e nas plataformas institucionais da FEBRASGO, ABP, North American Menopause Society (NAMS), ANVISA, Ministério da Saúde e IBGE. Resultados: os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRS/IRSN) constituem primeira linha para depressão perimenopausal, enquanto a terapia hormonal da menopausa (THM), quando indicada dentro da janela de oportunidade, apresenta efeito antidepressivo comparável a antidepressivos em mulheres perimenopáusicas sintomáticas. O SUS disponibiliza, pelo Componente Básico da Assistência Farmacêutica, fluoxetina, antidepressivos tricíclicos e formulações hormonais mais antigas, ao passo que fármacos como escitalopram, desvenlafaxina, estradiol transdérmico e o novo agente não hormonal fezolinetanto permanecem restritos, em grande parte, ao mercado privado. Conclusão: a correlação entre nomenclatura correta, escolha farmacológica baseada em evidências e reconhecimento do contexto socioeconômico é determinante para a qualidade de vida das mulheres brasileiras nessa fase, sendo urgente a ampliação do arsenal terapêutico ofertado pelo SUS.
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