A UTILIZAÇÃO DAS INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAS NO TRABALHO DOCENTE EM DUAS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DO 6º AO 9º ANO DO MUNICÍPIO DE MAGALHÃES DE ALMEIDA – MA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29095Palavras-chave:
Inteligências Artificiais. Escola e Tecnologia. Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano. Trabalho Docente.Resumo
Sabe-se que a utilização das Inteligências Artificiais no trabalho docente em nossos dias tem se tornado relevante, uma vez que caminhamos freneticamente para o uso desenfreado da tecnologia. Assim, a temática deste estudo surgiu diretamente do recorte de uma pesquisa de Mestrado em Ciências da Educação pela Universidad Tecnológica Intercontinental – (UTIC/PY). Neste ínterim, cumpre destacar que a relevância teórica, metodológica e atual desta pesquisa, levaram-nos a entender que o uso das inteligências artificiais de certa forma pode alterar o trabalho docente e o andar diário das escolas. Pois, diferentes concepções sobre as inteligências artificiais podem traduzir de forma direta ou indiretamente na redefinição dos papéis da aprendizagem, do estudo e do docente das escolas Municipais do 6º ao 9º ano: E.M.E.F Rosa Costa e E.M.E.F José Batista Vieira, ambas situadas no Município de Magalhães de Almeida – MA. Logo, a questão problematizadora que norteou o estudo procurou saber: Em que medida as inteligências artificiais relacionadas ao trabalho docente são alcançadas pelos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em duas escolas municipais de Magalhães de Almeida-MA? A partir dessa questão principal, surgiu a concretização do objetivo geral consistindo em analisar como se dá, a utilização das inteligências artificias no trabalho docente em duas Escolas de Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano do Município de Magalhães de Almeida – MA. Por conseguinte, os objetivos secundários estão em descrever a utilização do uso das inteligências artificiais no trabalho docente nas duas escolas, isto é, em função de estrutura tecnológica; verificar como as duas escolas estão lidando com as inteligências artificiais em função da ausência de estratégias pedagógicas e constatar o uso as inteligências artificiais em função dos principais desafios encontrados no dia a dia das duas escolas. Neste escopo, os procedimentos metodológicos foram estruturados de maneira assertiva e sistemática, mediante uma abordagem quantitativa, com objetivo descritivo-exploratório, aliados a levantamento bibliográfico institucionalizados com a coleta de dados de forma empírica, isto é, nas duas escolas Municipais de Magalhães de Almeida - MA: E.M.E.F Rosa Costa e E.M.E.F José Batista Vieira. A pesquisa dissertativa a campo ocorreu com a aplicação de um questionário simples e um roteiro de observação de pesquisa contendo 30 perguntas – (aberta e fechada), o instrumento de pesquisa foi entregue de forma presencial, em mãos para uma população de 71 pesquisados, dentre eles: a equipe diretiva – (gestão escolar, coordenação pedagógica, professores) e os gestores técnicos administrativos. A aplicação do questionário e a recolha dos dados se deu no 2º trimestre de 2025. Desse montante, apenas 38 informantes conseguiram dar a devolutiva, a saber: 30 professores, 4 gestores pedagógicos e 4 gestores da área técnica administrativa. Logo, as concretizações dos dados foram instrumentalizadas com (figuras e quadros), nesse sentido, consolidando-se assim a discussão e a representação do capítulo de resultados da pesquisa. Nesse aspecto, apresenta-se autores como (Anderson; Rainie, 2023); (Bacich; Moran, 2020); (Furlan ,2020); (Cordeiro; Gomes, 2021); (Furllan, 2020); (Kenski, 2022); (Lima; Santos, 2021); (Lück, 2019); (Perrenoud, 2019); (Selwyn, 2022) e (Schneuwly; Dolz, 2021), fizeram parte dessa discussão. Ademais, é importante destacar nesta pesquisa da necessidade de contribuir para a construção de estratégias que promovam o uso ético, equitativo e eficiente dessas tecnologias, considerando ainda as realidades socioeconômicas e estruturais das escolas analisadas com foco na pergunta problematizadora destacando-se que nas escolas pesquisadas o alcance das inteligências artificiais quando estão relacionadas ao trabalho docente recai pela ótica do professor mediador, uma vez que é (ele) quem deve assumir um papel ainda mais crítico enquanto mediador epistemológico e ético. Ainda a esse respeito é importante também lembrar que a presença dessas tecnologias exige, portanto, uma educação crítica que prepare (professores e alunos) para compreenderem como as inteligências artificiais impactam experiências. E quando se trata de condições e alcance de resultados para estes alunos do 6º ao 9º ano – (o trabalho docente) - deve se concretizar com tal potencial partindo das condições básicas como: (conectividade, dispositivos e orientação docente), isto é, quando estas estruturas estão presentes os avanços acontecem. Por outro lado, sem esses aportes às escolas em questão dificilmente alcançarão um trabalho docente com prerrogativas do que se propõe enquanto problema. Portanto, a discussão sobre - até que ponto as inteligências artificiais - pode alcançar estes alunos, recai de tal maneira sobre o propósito do tema – (inclusão digital). Ao passo que essa inclusão digital passe a ser um dos papéis essenciais para dia a dia dessas escolas. No entanto, este alcance ainda deixa a desejar, pois apenas compreender as limitações e potencialidades das inteligências artificiais junto ao chão das escolas não é suficiente para que melhores resultados sejam alcançados. Sobretudo, o trabalho docente se dá de forma paulatina quando o assunto é o uso das inteligências artificiais nessas escolas. Logo, os objetivos delineados de analisar o uso das inteligências artificiais, descrever a sua utilização, verificar como essas duas escolas estão lidando com a ausência de estratégias pedagógicas e a constatação do uso das inteligências artificiais no cotidiano escolar estão nitidamente imbricadas, pois os resultados mostram que a infraestrutura tecnológica é insuficiente, a ausência de equipamentos adequados dificulta a implantação das inteligências artificiais, que dispositivos pessoais são utilizados substituindo recursos institucionais e conectividade subaproveitada. Ainda assim, indicam a inexistência ou a fragilidade de estratégias pedagógicas e docentes, bem como questões administrativas apontando para a ausência de planejamento. Por sua vez, o Projeto Político Pedagógico - PPP não contempla indicativos para uso de inteligências artificiais no ambiente escolar. Isto posto, a pesquisa também traz informações que dizem respeito a falta de diretrizes oficiais e protocolos que orientem a integração das inteligências artificiais ao currículo e à gestão. Em tal sentido, a pesquisa aponta ainda que a inclusão digital nas duas escolas é falha, pois verificou-se que há inexistência de processos formativos que possibilitem a integração de inteligências artificiais nos processos da equipe diretiva: pedagógicos, docentes e administrativos. Sequencialmente, a pesquisa revelou que a falta de suporte técnico adequado dificulta o uso de inteligências artificiais, sobretudo, a resistência por parte dos profissionais em aprender sobre uso de inteligências artificiais nas escolas é um problema a ser resolvido por parte da equipe diretiva. Logo, evidenciou-se que a sobrecarga de trabalho docente como um dificultador para obtenção conhecimento sobre as inteligências artificiais é um dos pontos a ser moldado pela gestão. Por fim, as discussões e os resultados apontam para um fator de extrema importância que é o fortalecimento de não sobrecarregar o professor quanto ao uso das inteligências artificiais nas escolas, mas deve ser uma iniciativa pedagógica ao ponto de engajar a todos sem qualquer tipo de resistência. A esse respeito, percebe-se ainda que é preciso mais avanços em relação ao potencial das condições estruturais e formativas. Ou seja, para que o alvo da inclusão digital seja adequado e desenvolvido nas escolas. Sobretudo, para que o avanço dessa inclusão seja positivo, se faz necessário, que o corpo docente, pedagógico e administrativo atue de forma compartilhada, cooperativa, integrada e articulada no sentido de fortalecer o uso das inteligências artificiais no chão dessas escolas. Entretanto, as duas escolas sozinhas não irão alcançar melhores resultados, uma vez que o poder público não pode fugir de sua total responsabilidade, devendo, portanto, investir de forma oportuna e educativa quanto ao uso das tecnologias. Sobretudo, o uso da força política nos aspectos de formação, gestão e planejamento integrado é oportuno. Por outro lado, poderá sustentar e fortalecer cada vez mais o seu uso para com toda a equipe diretiva, equipe pedagógica, equipe docente e equipe administrativa significando assim o uso ético de tais ferramentas. No todo ou em partes, pode-se concluir que a implantação do uso ético das inteligências artificiais no rol das escolas analisadas demonstram avanços e retrocessos que ainda precisam ser superados por meio de tais ações: apoio do poder público em relação a estrutura tecnológica; modernização dos espaços para que os avanços aconteçam de forma plena e exitosa; participação coletiva e conjunta na tomada de decisões, Por fim, a pesquisa conclui também que é preciso valorização do trabalho docente, em especial, quando se tem em mãos a utilização das inteligências artificiais como um elo entre quem aprende e quem ensina.
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