APLICABILIDADE E CONHECIMENTOS CARTOGRÁFICOS: SITUAÇÕES COTIDIANAS DE ALUNOS DO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM UMA ESCOLA DO CEARÁ, JUAZEIRO DO NORTE

Autores

  • Terezinha Gonçalo da Costa UTIC
  • José Maurício Diascânio Universidad Ibero Americana de Assunção

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24189

Palavras-chave:

Cartografia. Geografia. Ensino de Cartografia.

Resumo

O teor e a forma deste trabalho é fruto de uma pesquisa de Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade Tecnológica Intercontinental – UTIC com linha de pesquisa apontada para o campo da inovação. Por esse enfoque, o tema da dissertação defendida se propõe a investigar a aplicabilidade dos conhecimentos cartográficos em situações cotidianas dos alunos dos 6º anos da escola de ensino fundamental Tarcila Cruz de Alencar, em Juazeiro do Norte - Ceará, (2024). Sobretudo, pode-se analisar que atualmente é consensual que a cartografia é um indispensável recurso pedagógico ligado ao ensino da Geografia, visto que a análise do espaço, nas suas dimensões e formas quando são utilizadas as representações cartográficas, contudo, possibilita a visualização do que se aprende e do que se ensina. A esse respeito, ao longo do ano letivo de (2024) foram realizadas as investigações com o propósito de conhecer e compreender a aplicabilidade dos conhecimentos cartográficos no cotidiano dos alunos, tão necessários ao bom desempenho no estudo de Geografia e das demais ciências humanas. Além disso, a pesquisa perpassa pela ciência da Geografia, isto é, pelo estudo do espaço geográfico, pela natureza original e por outros conhecimentos do mundo da Geografia. Por essa mesma ótica o trabalho em epígrafe apresenta a importância da alfabetização cartográfica no ensino básico na escola, com enfoque no 6° ano do ensino fundamental. Por sua vez, buscou-se entender os processos de ensino-aprendizagem envoltos no ensino de Cartografia no 6° ano, observando, contudo, as habilidades a serem trabalhadas levantadas junto a Base Nacional Comum Curricular – BNCC (Brasil, 2018), ou seja, no tocante do ensino da Cartografia no ensino fundamental. A justificativa do trabalho se deu em catalogar o nível de conhecimento cartográfico trazido pelos alunos do ensino fundamental – anos iniciais para os anos finais, assim como oferecer subsídios para a construção de novas práticas pedagógicas para os professores. Tomamos como base o conceito de Baggio (2017, p. 4) para os apontamentos sobre a Cartografia: “É a ciência responsável pela representação gráfica da superfície terrestre”. Entendemos que através da cartografia as crianças podem formar suas primeiras noções sobre o espaço e como se localizarem nele, sendo imprescindível para a autonomia visando sua independência (Almeida & Passini, 1994). Dentro do aporte teórico do trabalho, também contamos com Simielli (1999) no entendimento de como é importante desenvolver a capacidade de leitura e de comunicação oral e escrita nos alunos, o que se pode trabalhar a partir de fotos, desenhos, plantas, maquetes e mapas e assim permitir ao aluno a percepção e o domínio do espaço. Em Pissinati & Archela (2008, p. 7) buscamos respaldo para o ensino da alfabetização cartográfica: “alfabetização cartográfica é o processo de ensino-aprendizagem por onde o estudante será inserido no estudo formal do mapa”. Quanto ao método aplicado, a pesquisa contou com um estudo desenhado por uma investigação de caráter não experimental e enquadrou-se no paradigma positivista, adequando-se à metodologia quantitativa, assim como contém análise bibliográfica, baseando-se em livros e artigos científicos. Sua forma trabalhou com coleta de dados de uma população específica para obter seu aporte, a saber, alunos dos 6º anos da E.E.F. Tarcila Cruz de Alencar no município de Juazeiro do Norte, Ceará, o que consistiu na aplicação de um questionário fechado. Quanto à perspectiva de temporalidade, o estudo foi seccional, tendo em vista que a coleta de dados realizou-se num momento específico de acordo com o cronograma estipulado (Gil, 2008). Nessa pesquisa há dois tipos de dados: os primários, obtidos a partir das informações fornecidas pelos pesquisados, chamados de “primeiras mãos”, e os dados secundários, já existentes e encontrados nas referências bibliográficas. Por se tratar de uma pesquisa com enfoque quantitativo, as técnicas e os instrumentos de coleta de dados foram aplicados por meio de questionários e um teste na metodologia da observação sistemática, ou seja, onde foram sistematizados os registros, as ações, as análises e interpretações fomentando-se os dados coletados de forma in lócus. O instrumento para coleta de dados segundo as recomendações de Pereira (et al, 2018, p. 43), o “questionário deve ser composto por questões bem apresentadas, as quais serão enviadas aos entrevistados na forma impressa ou virtual”. Para a coleta de dados da pesquisa em questão, foi utilizada a técnica de aplicação de um questionário escalonado impresso, elaborado com 27 questões. Este foi estruturado como uma forma para conhecer problemas da vivência, opiniões e interesses dos alunos. Ainda assim, os problemas levantados (gerais e específicos) levaram ao desenvolvimento e aplicabilidade de todo o corpo do trabalho; a saber: Em que medida os alunos dos 6º anos da E.E.F. Tarcila Cruz de Alencar em Juazeiro do Norte, Ceará, conseguem aplicar os conhecimentos cartográficos adquiridos nos anos anteriores em situações cotidianas? Sobretudo, elegemos 3 (três) problemas específicos e apontamos a dosagem da palavra (em que medida) para situar o leitor e dá ênfase aos apontamentos:  a) em que medida os alunos dos 6º anos da E.E.F. Tarcila Cruz de Alencar em Juazeiro do Norte, Ceará, conseguem aplicar os conhecimentos cartográficos na produção das maquetes para representação de partes do espaço geográfico em situações cotidianas? b) Em que medida os alunos dos 6º anos da E.E.F. Tarcila Cruz de Alencar em Juazeiro do Norte, Ceará, conseguem aplicar os conhecimentos cartográficos na produção e execução dos mapas mentais para orientação ou identificação de objetos e/ou pessoas em situações cotidianas? c) Em que medida os alunos dos 6º anos da E.E.F. Tarcila Cruz de Alencar em Juazeiro do Norte, Ceará, conseguem aplicar os conhecimentos cartográficos dos mapas temáticos em situações cotidianas de orientação e localização de objetos e/ou pessoas. Ainda assim, pudemos enxergar que os objetivos da pesquisa permeiam o ensino e a aprendizagem da Cartografia juntamente ao seu uso no cotidiano do aluno. Por esse mesmo enfoque, apontamos como objetivo geral a seguinte proposição: Analisar em que medida os alunos dos 6º anos da E.E.F. Tarcila Cruz de Alencar em Juazeiro do Norte, Ceará, conseguem aplicar os conhecimentos cartográficos adquiridos nos anos anteriores em situações cotidianas. Como objetivos específicos elencamos as seguintes propostas, a saber: a) em que medida os alunos conseguem aplicar os conhecimentos na produção das maquetes para representação de partes do espaço geográfico em situações cotidianas; b) interpretar em que medida os alunos conseguem aplicar os conhecimentos na produção e execução do mapa mental para orientação, localização ou identificação de objetos em situações cotidianas; e, c) mensurar em que medida os alunos conseguem aplicar os conhecimentos dos mapas temáticos em situações cotidianas de orientação e localização de objetos e/ou pessoas, todos direcionados ao público de investigação da pesquisa, os alunos dos 6º anos da E.E.F. Tarcila Cruz de Alencar em Juazeiro do Norte, Ceará. Os resultados mostram que com a análise das repostas dos alunos, através da observação dos gráficos levantados, pôde-se medir que mais da metade dos alunos respondentes têm propriedade dos assuntos: espaço natural e geográfico, paisagem e lugar geográfico. Com relação aos assuntos: pontos de referência, orientação/rosa dos ventos e legenda, evidenciou-se que a maioria tem ciência do conteúdo e uma pequena minoria tem deficiência em orientação/rosa dos ventos e legenda para passar da teoria para prática no uso com mapas mentais. Sobretudo, aponta-se no trabalho a importância da ênfase na cognição, com a valorização da individualidade e vivência de cada um, pois, a partir de então, coloca-se em prática a noção de espacialidade e faz-se a correlação entre geografia e os elementos cartográficos, sendo contextualizado e não desvinculado da realidade dos discentes. Conclui-se que os conteúdos dessa dimensão precisam ser trabalhados e/ou melhor trabalhados no ensino fundamental (anos iniciais). Por outro lado, ficou claro que é imprescindível que o trabalho do professor em sala de aula seja direcionado para a vivência do aluno, momentos em casa, na escola, na praça, na igreja, entre outros que solicitam uma carga imensa de conhecimentos prévios. E essa vivência precisa ser valorizada e respeitada, e não ser apenas um saber desconectado da sua realidade. Em virtude dessa relevância a pesquisa propõe que o aluno pode ser alfabetizado também “cartograficamente” ao mesmo tempo de uma alfabetização para letramento, pois uma é complemento da outra. E a partir dessa rica interação, os discentes desenvolvem suas experiências iniciais de percepção de mundo com as noções básicas de cartografia, num aprendizado rico e significativo que lhe permitirá despertar interesse pela transformação do espaço à sua volta. Pois, o estudo por essa ótica faz romper o chão da escola preparando o alunado para novas frentes de aprendizagem e o trabalho com cartografia surte efeito positivado ao passo que a realidade empírica da escola pode ser a bola da vez. Além disso, esse processo de aprendizagem é longo e precisa ser contínuo com práticas pedagógicas interessantes, adequadas, fundamentadas e embasadas nos fundamentos educacionais legais considerando a vivência do aluno e seu desenvolvimento cognitivo como um todo.

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Biografia do Autor

Terezinha Gonçalo da Costa, UTIC

Mestra em Ciências da Educação pela Universidad Tecnológica Intercontinental – UTIC (2024). Especializada em Geografia e Meio Ambiente pela Universidade Regional do Cariri – URCA (2002). Especializada em Gestão Escolar pela Universidade Vale do Acaraú – UVA (2021). Licenciada em Geografia pela Universidade Regional do Cariri – URCA (2001).         

José Maurício Diascânio, Universidad Ibero Americana de Assunção

Orientador e Pós-Doutor em Ciências da Educação pela Universidad Ibero Americana de Assunção - IBERO AMERICANA, Paraguai (2016). Doutor em Educação pela Universidad Del Norte - UNINORTE, Paraguai (2008) e Mestre em Educação pelo Instituto Superior Pedagógico de Educação Profissional – ISPETP, Cuba (2003). Especializado em Conteúdos Pedagógicos pela Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, Brasil (1993). Especializado em Educação Física e Desporto Escolar pela Universidade Federal de Viçosa – UFV, Brasil (1991). Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Viçosa – UFV, Brasil (1988).

 

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Publicado

2026-02-12

Como Citar

Costa, T. G. da, & Diascânio, J. M. (2026). APLICABILIDADE E CONHECIMENTOS CARTOGRÁFICOS: SITUAÇÕES COTIDIANAS DE ALUNOS DO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM UMA ESCOLA DO CEARÁ, JUAZEIRO DO NORTE. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(2), 1–4. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24189