QUANDO INSISTIR DEIXA DE SER POLÍTICA

Autores

  • Marcus Nascimento Coelho Unesp
  • Marta de Andrade Oliveira
  • Mário Luiz Assis Faculdade Iguaçu
  • Fernando Borges Gonçalves
  • Claudio Dias de Souza

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28743

Palavras-chave:

Política Educacional. Gestão Educacional. Inclusão Escolar. Progressão Continuada. Avaliação Educacional. Família e Escola. Performatividade. Gestão Democrática.

Resumo

Este artigo analisa criticamente quatro políticas e crenças amplamente legitimadas no debate educacional brasileiro — a inclusão escolar, a progressão continuada, a centralidade da avaliação e a presença da família na escola — interpretando-as, em suas formas historicamente esvaziadas de implementação, como “cavalos mortos” da gestão educacional contemporânea. Tomando a teoria do cavalo morto como operador crítico-analítico, o texto sustenta que determinadas respostas persistem menos por sua eficácia pedagógica do que por sua funcionalidade político-administrativa e simbólica em contextos marcados por performatividade, responsabilização e gestão de resultados. Em diálogo com Ball (2014), Freitas (2014), Libâneo (2015), Saviani (2011), Paro (2011), Mantoan (2004), Glat e Pletsch (2011), Hoffmann (2014), Esteban (2003), Sousa e Oliveira (2010), argumenta-se que o problema não reside nos princípios normativos em si — inclusão, democratização, avaliação, participação e direito à aprendizagem —, mas em suas traduções burocratizadas, formalistas ou performativas. Nessas condições, a inclusão tende a ser reduzida à matrícula e ao protocolo; a progressão continuada, à administração estatística do fluxo; a avaliação, à captura da qualidade por indicadores ou por rotinas classificatórias; e a relação família-escola, à moralização da crise educacional. A hipótese central é a de que parte expressiva dos impasses da educação básica brasileira decorre menos da ausência de propostas do que da permanência de modelos cuja forma atual de operacionalização já se encontra desgastada, embora continue protegida por sua rentabilidade política, burocrática e discursiva.

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Biografia do Autor

  • Marcus Nascimento Coelho, Unesp

     

    Graduado em Educação Física pela ESEFEGO. (1980) Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás (1985). Mestrado em Psicanálise – A Síndrome da Desesperança Aprendida: A apreensão do conhecimento a partir da visão Psicanalítica. (2010 - Faculdade de Educação Teológica de São Paulo). Doutorado em Psicanálise - O CAMINHO DA HEROÍNA: Uma investigação psicanalítica sobre o arquétipo feminino do Panteão Iorubá - Um estudo de caso. (2013 - Sociedade Internacional de Psicanálise de São Paulo). Mestrando em Educação Física - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Presidente Prudente.

  • Marta de Andrade Oliveira

    Graduação: Educação Física. Pós-graduação: Educação Física Escolar  e Gestão Escolar. Mestrado: Ciências da Educação. Concluído Doutorado em Educação.

  • Mário Luiz Assis, Faculdade Iguaçu

    Graduação: Letras - Graduação pela UNEMAT em 2004. Pós-graduação: Educação Especial e Inclusiva,  pela FATEC - Faculdade de Ciências Administrativas e de Tecnologia - Estado de Rondônia. Metodologia do Ensino da Língua Inglesa pela FI - Faculdade Iguaçu- Capanema- PR. Mestrado: Concluindo Ciências da Educação.

  • Fernando Borges Gonçalves

    Graduação: História.Pós-graduação: Pedagogia Empresarial. Mestrado: Educação (Em Curso).

  • Claudio Dias de Souza

    Graduação: Letras: Português/Inglês. Pós-graduação: Língua Inglesa: Ensino/Aprendizagem. Mestrado: Concluindo Ciências da Educação.

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Publicado

2026-07-21

Como Citar

Coelho, M. N., Oliveira, M. de A., Assis, M. L., Gonçalves, F. B., & Souza, C. D. de. (2026). QUANDO INSISTIR DEIXA DE SER POLÍTICA . Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(7). https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28743

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