SE ELE PODE, POR QUE EU NÃO POSSO? INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL EM UMA SITUAÇÃO PEDAGÓGICA HIPOTÉTICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO PRÉ-II

Autores

  • Marcus Nascimento Coelho UNESP
  • Kleison André Rodrigues UNESP
  • Thales Guilherme Gonçalves de Oliveira UNESP
  • Luciano Aparecido Gibim UNESP
  • Mariceli Tavares UFMT
  • Denilton Lopes UFT
  • Maxnilda das Chagas Rocha Faculdade de Macapá

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29535

Palavras-chave:

Inclusão escolar. Educação Física. Transtorno do Espectro Autista. Educação Infantil. Desenvolvimento cognitivo.

Resumo

Este artigo discute os desafios e as possibilidades da inclusão de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas aulas de Educação Física na Educação Infantil, tomando como ponto de partida uma situação pedagógica hipotética em que uma criança do Pré-II questiona: “Se ele pode, por que eu não posso?”. A análise articula contribuições da teoria do desenvolvimento cognitivo de Jean Piaget, especialmente os conceitos de egocentrismo cognitivo e descentração no estágio pré-operatório, às concepções contemporâneas sobre o TEA, às orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e à legislação brasileira de inclusão. A situação apresentada não corresponde a um relato de caso, observação ou experiência profissional envolvendo uma criança ou instituição específica, sendo utilizada exclusivamente como recurso didático e analítico para problematizar situações de convivência, diferenças, regras e participação no contexto escolar. A discussão procura evitar interpretações simplificadas ou deterministas tanto sobre o desenvolvimento infantil quanto sobre o TEA, considerando a singularidade das trajetórias de desenvolvimento e as diferentes necessidades de apoio. Argumenta-se que respostas pedagógicas baseadas apenas na categorização da criança como “especial” são insuficientes para promover a compreensão das diferenças entre os pares e podem reforçar concepções reducionistas da inclusão. Defende-se que a Educação Física, quando planejada de forma acessível e intencional, pode favorecer experiências de interação, participação, desenvolvimento motor, comunicação e aprendizagem compartilhada. Nesse sentido, estratégias como organização da rotina, recursos visuais, adaptação das atividades, mediação docente e articulação entre os profissionais da escola podem contribuir para a participação de todas as crianças. Conclui-se que situações cotidianas de questionamento sobre as diferenças podem ser transformadas em oportunidades pedagógicas para o desenvolvimento da descentração, para a construção do respeito às diferenças e para a efetivação de práticas escolares inclusivas.

 

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Biografia do Autor

Marcus Nascimento Coelho, UNESP

Graduado em Educação Física e Filosofia. Mestrado em Psicanálise. Doutorado em Psicanálise. Mestrando em Educação Física - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Presidente Prudente. 

Kleison André Rodrigues, UNESP

Mestrando em Educação Física em Rede Nacional (PROEF) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Presidente Prudente. Possui pós-graduação em Educação Física Adaptada, Educação Especial e Inclusiva, Psicomotricidade e Pedagogia do Esporte. Graduado em Educação Física pela Escola de Educação Física de Assis (IEDA). Atualmente, é professor de Educação Física da rede estadual de ensino de São Paulo, atuando na E.E. Prof. Clotilde de Castro Barreira. Desenvolve pesquisas sobre os efeitos de programas de atletismo no desenvolvimento motor, tempo de tela e níveis de atividade física de escolares.

Thales Guilherme Gonçalves de Oliveira, UNESP

Mestrando em Educação Física em rede nacional (PROEF) pela UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP), Campus de Presidente Prudente, SP. Graduação em Geografia pela Universidade de Cabo Verde(2025), graduação em Pedagogia pela Universidade de Cabo Verde(2025), graduação em Educação Física pela Escola de Educação Física de Assis(2018), especialização em Psicopedagogia institucional e clínica pelo Centro de Ensino Superior Dom Alberto Ltda(2020), especialização em Gestão Escolar pela Faculdade Campos Elíseos(2018), especialização em Ensino da Educação Física e EJA pelo Centro De Ensino Superior Dom Alberto Ltda(2020), especialização em Educação Inclusiva e Especial pelo Centro De Ensino Superior Dom Alberto LTDA, (2020) e especialização em Pedagogia Institucional e Clínica pelo Centro de Ensino Superior Dom Alberto Ltda(2020). Atualmente é Servidor público Educação Básica da Prefeitura municipal de Maracaí e Professor de educação básica do Governo do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Educação Física.

Luciano Aparecido Gibim, UNESP

Mestrando em Educação Física Escolar ProEF UNESP Presidente Prudente SP Especialista em Treinamento Esportivo UEL Londrina PR, Graduado em Educação Física UEL Londrina PR.  

Mariceli Tavares, UFMT

Licenciatura em Educação Física Faculdade Guairaca – Guarapuava, PR. Educação Física Escolar - FAEMA Ariquemes – RO. ProEF UFMT – Cuiabá, MT. 

Denilton Lopes, UFT

Mestrando (PROEF), UFT, Universidade Federal do Tocantins, polo de Miracema-TO.  Especialização em Educação Física com Ênfase no Esporte: Detecção e Desenvolvimento de Talentos na Infância e Adolescência (FACNOPAR). Graduado em Educação Física (UNOPAR).

Maxnilda das Chagas Rocha, Faculdade de Macapá

Mestranda pelo Proef na UFG. Professora de Educação Física Efetiva pela Rede municipal em Rio Verde de Goiás e Santa Helena de Goiás, Graduada em Licenciatura pela Faculdade de Macapá.

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Publicado

2026-09-08

Como Citar

Coelho, M. N., Rodrigues, K. A., Oliveira, T. G. G. de, Gibim, L. A., Tavares, M., Lopes, D., & Rocha, M. das C. (2026). SE ELE PODE, POR QUE EU NÃO POSSO? INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL EM UMA SITUAÇÃO PEDAGÓGICA HIPOTÉTICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO PRÉ-II. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–27. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29535