EDUCAÇÃO FORMAL, EDUCAÇÃO POSITIVA E EDUCAÇÃO “TRIBAL”: FAMÍLIA, ESCOLA E FORMAÇÃO HUMANA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26159Palavras-chave:
Educação formal. Educação positiva. Família e escola. Educação comunitária. Formação humana.Resumo
O artigo discute as tensões entre a chamada “educação formal”, marcada por hierarquia rígida e forte autoridade paterna e docente, e a “educação positiva”, que, quando mal interpretada, tende à permissividade e ao esvaziamento de limites. A partir de uma narrativa autobiográfica, articulada a autores como Ariès, Durkheim, Freud, Freire, Savater e estudos recentes sobre família–escola, analisa-se como transformações históricas nas relações de gênero, na estrutura familiar e na escolarização repercutem nas formas de educar crianças e jovens. Argumenta-se que a infância se consolidou como etapa que exige proteção e investimento educativo, sendo central o equilíbrio entre princípio do prazer e princípio de realidade na formação da responsabilidade. O texto mostra que família e escola exercem papéis complementares na socialização: à família cabe a socialização primária, e à escola, a socialização secundária, ambas dependentes de parceria e corresponsabilidade. Critica-se tanto o autoritarismo da “educação formal” quanto leituras simplificadas da “educação positiva” que confundem respeito com ausência de regras. Como alternativa, propõe-se a metáfora da “educação tribal”, inspirada em práticas comunitárias e indígenas, na qual crianças aprendem sobretudo pelo exemplo e pela participação em experiências coletivas significativas. Defende-se, por fim, que uma educação eticamente consistente requer tempo, presença e coerência entre discurso e prática de família, escola e comunidade, transformando-as em “tribos educadoras” comprometidas com a formação integral de sujeitos autônomos e responsáveis.
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