IMPLEMENTAÇÃO DAS DIRETRIZES DA EJA NA ESCOLA PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24732Palavras-chave:
Educação de Jovens e Adultos. Diretrizes educacionais. Escola pública. Implementação. Permanência.Resumo
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade da educação básica que reafirma o direito de escolarização de pessoas que tiveram seus estudos interrompidos ao longo da vida, exigindo da escola pública uma organização pedagógica coerente com as trajetórias, tempos e necessidades desse público. Este artigo tem como objetivo analisar como ocorre a implementação das Diretrizes da EJA na escola pública, considerando seus impactos na organização curricular, na gestão escolar, nas práticas pedagógicas, na avaliação e nas estratégias de permanência. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica e documental, baseada na análise de marcos normativos que fundamentam a modalidade e em produções acadêmicas que discutem seus desafios contemporâneos. Os resultados indicam que a implementação das diretrizes ainda é marcada por desigualdades entre redes e escolas, com recorrente tendência de reprodução do modelo do ensino regular, muitas vezes com currículo pouco contextualizado, metodologias que não dialogam com a vida adulta e avaliações de caráter classificatório. Também se evidenciam fragilidades institucionais, como baixa integração da EJA ao Projeto Político-Pedagógico, insuficiência de formação continuada específica e ausência de rotinas consistentes de acompanhamento da frequência e de busca ativa, fatores que contribuem para a evasão e para a queda de matrículas observada nos últimos anos. Em contrapartida, experiências e discussões analisadas apontam que a implementação se fortalece quando a EJA é assumida como prioridade pedagógica, com planejamento próprio, currículo significativo, avaliação processual e políticas de permanência alinhadas às condições reais de estudantes trabalhadores. Conclui-se que consolidar as Diretrizes da EJA na escola pública requer compromisso institucional, continuidade de políticas, investimento em formação docente e reorganização do cotidiano escolar, para que a modalidade deixe de ser periférica e cumpra sua função de inclusão educacional e justiça social.
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