EPISTEMOLOGIA DA INTERSECCIONALIDADE DE GÊNERO: REVISÃO INTEGRATIVA DOS DESAFIOS E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS (1995–2025)

Autores

  • Wilson Venâncio Lukamba Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Olga Marcela Choquelila Filipe Capingãla Instituto Superior Politécnico da Caála
  • Aguinaldo Miguel Castro Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Luís Kafuinda Valentino António Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Clotilde Rosária William Universidade de São Paulo image/svg+xml
  • Clarice Ndapewelao Veyelenge Universidade Mandume Ya Ndemufaya

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v11i9.21246

Palavras-chave:

Interseccionalidade. Epistemologia. Gênero. Desigualdades sociais. Justiça cognitiva.

Resumo

Este trabalho oferece uma revisão integrativa da literatura acerca da epistemologia da interseccionalidade de gênero entre 1995 e 2025, visando identificar contribuições teóricas, desafios contextuais e novas perspectivas. Vinte e quatro estudos foram analisados a partir de um conjunto inicial de 312 registros, com base em critérios de inclusão que consideram a relevância científica, a revisão por pares e a interseccionalidade como uma epistemologia crítica. Os resultados mostram que o conceito progrediu de uma ferramenta analítica incipiente, na década de 1990, para uma epistemologia firmemente estabelecida, conectando diferentes eixos de opressão, como gênero, raça, classe, sexualidade e colonialidade. Entre os principais desafios identificados estão a despolitização e a apropriação superficial do conceito, os conflitos conceituais e metodológicos internos e os efeitos duradouros do neoliberalismo e da colonialidade. Por outro lado, surgem visões transformadoras fundamentadas em feminismos negros e abordagens decoloniais, que reconhecem conhecimentos periféricos e do Sul Global, sugerindo a interseccionalidade como uma ferramenta para justiça social e cognitiva. Conclui-se que, apesar de estabelecida como epistemologia crítica global, a interseccionalidade continua suscetível a apropriações que minam seu caráter político, sendo essencial reafirmá-la como um projeto ético-político com foco na superação das desigualdades estruturais e na geração de conhecimentos múltiplos e libertadores.

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Biografia do Autor

  • Wilson Venâncio Lukamba, Universidade de São Paulo

    Doutorando em Enfermagem pela Universidade de São Paulo-USP-Brasil, Docente no Departamento de Investigação em Enfermagem do Instituto Superior Politécnico da Caála- Angola, Funcionário afeto ao Ministério da Saúde de Angola - Gabinete Provincial da Saúde do Huambo/Área de Formação Continuada. Orcid- 0000-0002-2266-8752

  • Olga Marcela Choquelila Filipe Capingãla, Instituto Superior Politécnico da Caála

    Mestre em ciências da Saúde pela Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC- Brasil, Docente no ceurso de Enfermagem da Escola Superior Técnica de Saúde do Huambo e Instituto Superior Politécnico da Caála- Angola, Funcionária do Ministério da Saúde de Angola - Gabinete Provincial da Saúde do Huambo/Área de Formação Continuada.

  • Aguinaldo Miguel Castro, Universidade de São Paulo

    Mestrando em Enfermagem pela Universidade de São Paulo- USP- Brasil. Licenciado em Enfermagem pela Universidade Metodista de Angola. Funcionário do Ministério da Saúde De Angola, do Hospital Geral do Cunene General Simione Mukune.

  • Luís Kafuinda Valentino António, Universidade de São Paulo

    Mestrando em Enfermagem pela Universidade de São Paulo- USP- Brasil. Licenciado em Enfermagem pelo Instituto Superior Politécnico Tundavala, Docente no Curso de Enfermagem do Instituto Politécnico Privado O Degraus Do Saber; Cunene, Enfermeiro no Hospital Geral do Cunene- General Simione Mukune

  • Clotilde Rosária William, Universidade de São Paulo

    Mestranda em Enfermagem pela Universidade de São Paulo-USP, Brasil, Licenciada em Enfermagem pela Universidade José Eduardo dos Santos (Luena)/Moxico/Angola, Funcionária do Gabinete Provincial de saude do Luena/Moxico/Angola.

  • Clarice Ndapewelao Veyelenge, Universidade Mandume Ya Ndemufaya

    Médica, formada pela Universidade Mandume Ya Ndemufaya; Huila-Angola, Residente em Oncologia Clínica, no Instituto Nacional de Câncer do Brasil. Funcionária do Ministério da Saúde, no Hospital Geral do Cunene General Simione Mukune.

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Publicado

2025-09-30

Como Citar

Lukamba, W. V., Capingãla, O. M. C. F., Castro, A. M., António, L. K. V., William, C. R., & Veyelenge, C. N. (2025). EPISTEMOLOGIA DA INTERSECCIONALIDADE DE GÊNERO: REVISÃO INTEGRATIVA DOS DESAFIOS E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS (1995–2025). Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 11(9), 3958-3970. https://doi.org/10.51891/rease.v11i9.21246

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