O BRINCAR E CULTURAS INFANTIS NA CONTEMPORANEIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31061Palavras-chave:
Brincar, Culturas Infantis, Cultura digitalResumo
Este artigo analisa o brincar como experiência cultural em uma infância atravessada pelas transformações produzidas pela cultura digital, considerando as relações entre culturas infantis, ludicidade, experiência e educação. Parte-se da compreensão de que a infância não constitui uma condição homogênea ou universal, mas uma construção histórica e sociocultural, na qual as crianças participam ativamente da produção e da transformação da cultura. Nessa perspectiva, a brincadeira ultrapassa a dimensão de entretenimento e de instrumento de aprendizagem e constitui uma forma privilegiada de apropriação, reelaboração e produção cultural. A cultura digital, ao modificar as formas de produção, circulação e apropriação dos bens culturais, passa a integrar as condições contemporâneas de constituição das culturas infantis, ampliando repertórios e linguagens, mas também introduzindo formas de aceleração, estímulo contínuo, consumo e captura da atenção. Trata-se de uma pesquisa teórico-filosófica, de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e orientada pela perspectiva crítico-dialética da Teoria Crítica da Sociedade. Argumenta-se que o desafio da Educação Infantil não consiste em afastar as crianças da cultura digital, tampouco em incorporá-la de maneira acrítica, mas em assegurar condições pedagógicas para que a experiência infantil permaneça aberta à imaginação, à criação, à interação e à apropriação crítica da cultura.
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