ALÉM DO DIAGNÓSTICO: O SENTIDO NA MATERNIDADE ATÍPICA À LUZ DA LOGOTERAPIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30747Palabras clave:
Maternidade atípica, Transtorno do Espectro Autista, Logoterapia, Saúde mental maternaResumen
O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode provocar mudanças na rotina familiar, nas expectativas parentais e na organização da vida cotidiana. Nesse processo, mães de crianças com TEA podem vivenciar insegurança, sobrecarga, ansiedade, culpa, isolamento e necessidade de adaptação a demandas contínuas de cuidado. Este artigo teve como problema de pesquisa: quais são as possíveis contribuições e os limites dos pressupostos da Logoterapia para a compreensão da experiência dessas mães diante dos desafios emocionais e existenciais da maternidade atípica? O objetivo geral foi analisar tais contribuições, considerando as possibilidades de construção de sentido sem romantizar o sofrimento. Especificamente, buscou-se identificar os desafios pós-diagnóstico descritos na literatura, analisar suas repercussões emocionais e existenciais e discutir possibilidades de acompanhamento psicológico fundamentadas na Logoterapia. Foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, nas bases SciELO e Google Acadêmico, complementada por obras clássicas e trabalhos acadêmicos relacionados ao tema. A análise indica que os conceitos de sentido, liberdade, responsabilidade, autotranscendência, valores, autodistanciamento e derreflexão podem oferecer uma lente teórica para a escuta psicológica dessas mulheres. Entretanto, a revisão não permite comprovar eficácia clínica, e a busca de sentido não deve ser utilizada para individualizar responsabilidades ou substituir rede de apoio e políticas públicas. Conclui-se que a Logoterapia pode contribuir para a compreensão e o acompanhamento psicológico, desde que respeite a singularidade da mãe, acolha o sofrimento e preserve sua autonomia.
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