ENTRE O CUIDADO E O TRABALHO: UMA ANÁLISE BIBLIOGRÁFICA SOBRE O TELETRABALHO DE SERVIDORES PÚBLICOS COM FILHOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23615Palavras-chave:
Parentalidade atípica. Justiça organizacional. Inclusão institucional.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar, à luz da literatura especializada, as percepções de servidores públicos com filhos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sobre o teletrabalho, destacando suas implicações no cuidado familiar, na saúde emocional e no desempenho funcional. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, sustentada em autores como Freire, Bronfenbrenner, Goleman, Hirata e Rawls, os quais subsidiam a reflexão sobre inclusão institucional, justiça organizacional, economia do cuidado e parentalidade atípica. A análise do material evidenciou que o teletrabalho é amplamente percebido como um instrumento facilitador da conciliação entre as demandas laborais e familiares, promovendo bem-estar psicológico, maior engajamento institucional e fortalecimento dos vínculos afetivos com os filhos. Contudo, também foram identificados desafios, como a sobreposição de papéis, a ausência de rede de apoio e a falta de regulamentação normativa específica para a situação de cuidadores de pessoas com deficiência. A escuta ativa por parte da instituição, bem como a adoção de critérios claros e justos para a concessão do regime remoto, emerge como condições fundamentais para o êxito dessa política. Conclui-se que o teletrabalho, quando articulado a práticas organizacionais inclusivas e éticas, pode se tornar uma poderosa ferramenta de permanência funcional e justiça institucional. Recomenda-se o avanço na regulamentação interna e a realização de estudos empíricos que aprofundem as vivências desses servidores, contribuindo para a formulação de políticas públicas sensíveis à diversidade familiar no serviço público.
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