“EU DEIXEI DE SER EU, MULHER”: VIVÊNCIAS DA MATERNIDADE ATÍPICA E DO TRABALHO DE CUIDADO FEMININO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30359

Palavras-chave:

Mães. Transtornos do neurodesenvolvimento. Atenção Primária à Saúde. Sobrecarga do cuidador. Equidade de gênero.

Resumo

Este estudo teve como objetivo compreender as vivências e as experiências relacionadas à iniquidade de gênero de mulheres-mães no cuidado de crianças com transtorno do neurodesenvolvimento que utilizam os serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) no município de Fortaleza, Ceará. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo exploratória, realizada em uma capital do Nordeste do Brasil, no território de uma Unidade de Atenção Primária à Saúde, tendo como lócus uma escola pública municipal. Participaram dez mulheres-mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista e/ou Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e a Análise de Conteúdo Temática.  Os resultados evidenciam intensa sobrecarga física, emocional e social, fragilidade das redes institucionais, precarização das condições de vida e aprofundamento de iniquidades de gênero, agravadas pela vulnerabilidade socioeconômica. Conclui-se que a maternidade atípica constitui um problema relevante de saúde pública, demandando políticas intersetoriais que reconheçam o cuidado como responsabilidade coletiva e promovam equidade de gênero e justiça social.

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Biografia do Autor

Cristiane Fonsêca Ximenes de Castro, Fiocruz

Doutoranda em Saúde da Família - Fiocruz, Ceará - RENASF.

Leandro Bonfim de Castro, Fiocruz

Doutorando em Saúde da Família - Fiocruz, Ceará - RENASF.

Vanira Matos Pessoa, Fiocruz

Orientadora. Pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz, Ceará. 

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

Castro, C. F. X. de, Castro, L. B. de, & Pessoa, V. M. (2026). “EU DEIXEI DE SER EU, MULHER”: VIVÊNCIAS DA MATERNIDADE ATÍPICA E DO TRABALHO DE CUIDADO FEMININO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–18. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30359