SAÚDE MENTAL E COMPORTAMENTO: O IMPACTO DO TRABALHO E ESTRESSE OCUPACIONAL NA SAÚDE DO HOMEM - UMA PERSPECTIVA DA ENFERMAGEM

Autores

  • Isaías Vieira da Silva UNIFSM
  • Thárcio Ruston Oliveira Braga UNIFSM
  • Macerlane Lira Silva UNIFSM
  • Anne Karolliny UNIFSM

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27345

Palavras-chave:

Estresse ocupacional. Saúde do homem. Saúde mental.

Resumo

Introdução:A saúde mental é um aspecto essencial para o equilíbrio do indivíduo, mas pode ser comprometida por fatores sociais e ocupacionais. Entre os homens, esse impacto tende a ser maior devido a estigmas culturais que dificultam o cuidado e a busca por ajuda. A sobrecarga de trabalho, a desvalorização profissional e os baixos salários intensificam o estresse ocupacional, favorecendo transtornos psicológicos e comportamentos prejudiciais, como a violência. Por isso, é necessário que haja uma acompanhamento de profissionais de saúde no ambiente de trabalho, afim de contribuir para a redução dos riscos mentais que ocasionam os trabalhadores.QUESTÃO NORTEADORA:Quais as principais consequências do estresse ocupacional na saúde mental do homem e qual o papel dos  profissionais de enfermagem?METODOLOGIA: O estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão integrativa de literatura sobre saúde mental e o impacto do estresse ocupacional na vida do homem. A pesquisa seguiu etapas metodológicas que incluíram a definição da pergunta norteadora, busca de artigos nas bases BVS, SciELO e Lilacs, uso de descritores específicos, além da aplicação de critérios de inclusão e exclusão. Serão considerados artigos publicados nos últimos cinco anos, em português e disponíveis gratuitamente. A coleta ocorreu entre março e abril de 2026 e, por se tratar de revisão, não houve submissão ao Comitê de Ética, embora sejam respeitados os princípios éticos e bioéticos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os estudos analisados mostram que muitos homens ainda priorizam padrões de masculinidade e o papel de provedor em detrimento do autocuidado, o que reduz a busca por serviços de saúde e dificulta o diagnóstico precoce de doenças. Isso aumenta a vulnerabilidade ao adoecimento físico e mental ao longo da vida. Apesar disso, o autocuidado e políticas como a PNAISH contribuem para a prevenção e melhoria da qualidade de vida masculina. No entanto, ainda existem barreiras culturais, baixa adesão e fragilidades na aplicação dessas políticas, especialmente na atenção primária. Dessa forma, reforça-se a necessidade de ações mais amplas e educativas para incentivar o cuidado integral do homem. CONCLUSÃO: A construção social da masculinidade ainda influencia negativamente o autocuidado dos homens, levando à negligência com a própria saúde. A valorização de papéis tradicionais e os estigmas culturais dificultam a busca por serviços de saúde, aumentando riscos físicos e mentais, principalmente com o envelhecimento. Embora existam políticas públicas voltadas à saúde masculina, ainda há falhas na sua aplicação e baixa adesão desse público. Diante disso, é necessário promover mudanças culturais e educativas desde a infância para incentivar o autocuidado. Também é fundamental ampliar estratégias de saúde que considerem aspectos físicos e emocionais dos homens de forma integral.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Isaías Vieira da Silva, UNIFSM

Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM).

Thárcio Ruston Oliveira Braga, UNIFSM

Orientador. Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM).

Macerlane Lira Silva, UNIFSM

Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM).

Anne Karolliny, UNIFSM

Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM).

Downloads

Publicado

2026-06-04

Como Citar

Silva, I. V. da, Braga, T. R. O., Silva, M. L., & Karolliny, A. (2026). SAÚDE MENTAL E COMPORTAMENTO: O IMPACTO DO TRABALHO E ESTRESSE OCUPACIONAL NA SAÚDE DO HOMEM - UMA PERSPECTIVA DA ENFERMAGEM. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(6), 1–13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27345