SAÚDE MENTAL E COMPORTAMENTO: O IMPACTO DO TRABALHO E ESTRESSE OCUPACIONAL NA SAÚDE DO HOMEM - UMA PERSPECTIVA DA ENFERMAGEM
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27345Palavras-chave:
Estresse ocupacional. Saúde do homem. Saúde mental.Resumo
Introdução:A saúde mental é um aspecto essencial para o equilíbrio do indivíduo, mas pode ser comprometida por fatores sociais e ocupacionais. Entre os homens, esse impacto tende a ser maior devido a estigmas culturais que dificultam o cuidado e a busca por ajuda. A sobrecarga de trabalho, a desvalorização profissional e os baixos salários intensificam o estresse ocupacional, favorecendo transtornos psicológicos e comportamentos prejudiciais, como a violência. Por isso, é necessário que haja uma acompanhamento de profissionais de saúde no ambiente de trabalho, afim de contribuir para a redução dos riscos mentais que ocasionam os trabalhadores.QUESTÃO NORTEADORA:Quais as principais consequências do estresse ocupacional na saúde mental do homem e qual o papel dos profissionais de enfermagem?METODOLOGIA: O estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão integrativa de literatura sobre saúde mental e o impacto do estresse ocupacional na vida do homem. A pesquisa seguiu etapas metodológicas que incluíram a definição da pergunta norteadora, busca de artigos nas bases BVS, SciELO e Lilacs, uso de descritores específicos, além da aplicação de critérios de inclusão e exclusão. Serão considerados artigos publicados nos últimos cinco anos, em português e disponíveis gratuitamente. A coleta ocorreu entre março e abril de 2026 e, por se tratar de revisão, não houve submissão ao Comitê de Ética, embora sejam respeitados os princípios éticos e bioéticos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os estudos analisados mostram que muitos homens ainda priorizam padrões de masculinidade e o papel de provedor em detrimento do autocuidado, o que reduz a busca por serviços de saúde e dificulta o diagnóstico precoce de doenças. Isso aumenta a vulnerabilidade ao adoecimento físico e mental ao longo da vida. Apesar disso, o autocuidado e políticas como a PNAISH contribuem para a prevenção e melhoria da qualidade de vida masculina. No entanto, ainda existem barreiras culturais, baixa adesão e fragilidades na aplicação dessas políticas, especialmente na atenção primária. Dessa forma, reforça-se a necessidade de ações mais amplas e educativas para incentivar o cuidado integral do homem. CONCLUSÃO: A construção social da masculinidade ainda influencia negativamente o autocuidado dos homens, levando à negligência com a própria saúde. A valorização de papéis tradicionais e os estigmas culturais dificultam a busca por serviços de saúde, aumentando riscos físicos e mentais, principalmente com o envelhecimento. Embora existam políticas públicas voltadas à saúde masculina, ainda há falhas na sua aplicação e baixa adesão desse público. Diante disso, é necessário promover mudanças culturais e educativas desde a infância para incentivar o autocuidado. Também é fundamental ampliar estratégias de saúde que considerem aspectos físicos e emocionais dos homens de forma integral.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY