DA FIDELIDADE PARTIDÁRIA À COERÇÃO INTRAPARTIDÁRIA: OS LIMITES ENTRE A AUTONOMIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS E A LIBERDADE NO EXERCÍCIO DO MANDATO PARLAMENTAR

Autores

  • Luiza Fernanda Gama Bastos Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
  • Patricia Fortes Attademo Ferreira Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30650

Palavras-chave:

Fidelidade partidária. Autonomia partidária. Disciplina partidária. Mandato parlamentar. Coerção intrapartidária.

Resumo

Este estudo analisa os limites jurídicos da fidelidade e da disciplina partidárias no sistema proporcional brasileiro, especialmente nas situações em que mecanismos legítimos de organização interna passam a restringir de forma indevida a atuação do parlamentar. O problema consiste em definir até onde alcança a autonomia das agremiações e em que momento o exercício do poder disciplinar pode configurar coerção intrapartidária. O recorte principal abrange o período de 2021 a 2026, a partir da Emenda Constitucional nº 111/2021, sem excluir precedentes anteriores necessários à compreensão do regime vigente. A pesquisa é predominantemente dogmático-jurídica, qualitativa e desenvolvida por meio de procedimentos bibliográfico, documental, legislativo e jurisprudencial. A análise considera, entre outros aspectos, a previsão estatutária da medida, a competência do órgão partidário, a legitimidade da diretriz, o respeito ao contraditório e à defesa, a igualdade de tratamento, a intensidade da sanção e seus efeitos concretos sobre o mandato. Parte-se da premissa de que fidelidade e disciplina são compatíveis com a ordem constitucional, mas não autorizam atuação arbitrária das direções partidárias. A expressão “coerção intrapartidária” é utilizada como categoria analítica para identificar hipóteses em que o poder disciplinar, embora formalmente amparado, é exercido de modo discriminatório, irregular ou capaz de inviabilizar a atuação ou a permanência do parlamentar na legenda.

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Biografia do Autor

Luiza Fernanda Gama Bastos, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Bacharela em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Pós-graduada em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas); Pós-graduanda em Direito Eleitoral pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Patricia Fortes Attademo Ferreira, Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Orientadora. Professora Associada da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Pós-Doutora en los Retos Actuales del Derecho Público pela Universidad de Santiago de Compostela; Doutora em Ciências Jurídicas pela Universidad Castilla La Mancha; Mestre em Direito pela Universidade Gama Filho.

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

Bastos, L. F. G., & Ferreira, P. F. A. (2026). DA FIDELIDADE PARTIDÁRIA À COERÇÃO INTRAPARTIDÁRIA: OS LIMITES ENTRE A AUTONOMIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS E A LIBERDADE NO EXERCÍCIO DO MANDATO PARLAMENTAR. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–18. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30650