PROTAGONISMO ESTUDANTIL E APRENDIZAGEM SOLIDÁRIA: UMA ANÁLISE QUALITATIVA EM AULAS DE MATEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21567Palavras-chave:
Protagonismo estudantil. Aprendizagem solidária. Matemática. Ensino colaborativo. pesquisa qualitativa.Resumo
O presente estudo busca compreender como o protagonismo estudantil pode favorecer a aprendizagem solidária em aulas de Matemática, destacando práticas pedagógicas colaborativas e reflexões sobre a autonomia dos alunos. A pesquisa possui caráter qualitativo e foi realizada em uma escola pública de Ensino Fundamental, utilizando observação participante, entrevistas semiestruturadas com alunos e professores, e análise documental de planos de aula e trabalhos escolares. Os resultados indicam que estratégias que incentivam a participação ativa dos estudantes, a cooperação em grupo e a tomada de decisões compartilhadas contribuem significativamente para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos alunos, consolidando uma aprendizagem coletiva e integrada. O referencial teórico baseou-se em autores como Freire (1996), que defende a educação como prática da liberdade e da autonomia; Vygotsky (1991), que destaca a importância da interação social no processo de aprendizagem; Moran (2015), que ressalta metodologias participativas e colaborativas; e Tavares & Almeida (2017), que associam protagonismo estudantil ao engajamento e à aprendizagem significativa. Esses aportes permitiram compreender o protagonismo não apenas como autonomia individual, mas também como prática solidária, em que a cooperação entre pares fortalece o aprendizado de Matemática, disciplina muitas vezes marcada por dificuldades conceituais e resistências. A pesquisa possui caráter qualitativo, com enfoque etnográfico, e foi realizada em uma escola pública de Ensino Fundamental. Participaram 24 alunos, com idades entre 11 e 14 anos, e dois professores de Matemática. Para a coleta de dados, foram utilizados três instrumentos: observação participante em sala de aula, entrevistas semiestruturadas com alunos e docentes, e análise documental de planos de aula, atividades e trabalhos produzidos pelos estudantes. O tratamento dos dados ocorreu por meio da análise de conteúdo, que possibilitou identificar categorias relacionadas às práticas pedagógicas, percepções dos alunos e impacto do protagonismo na aprendizagem solidária. A triangulação de dados garantiu maior confiabilidade aos resultados, cruzando informações oriundas de diferentes fontes. Os resultados evidenciam que o protagonismo estudantil contribui para a criação de ambientes de aprendizagem mais inclusivos, participativos e engajadores. Conclui-se que o protagonismo estudantil é um elemento crucial para a construção de ambientes educacionais solidários e engajadores, especialmente em Matemática, disciplina marcada por desafios conceituais e resistências dos estudantes.
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