MORTALIDADE NEONATAL PRECOCE E TARDIA EM MANAUS: ANÁLISE TEMPORAL DOS ÓBITOS POR AFECÇÕES PERINATAIS E MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS, 2015-2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30558Palavras-chave:
Estudos de Séries Temporais. Sistemas de Informação em Saúde. Saúde do Recém-Nascido.Resumo
Este estudo tem como objetivo analisar a tendência temporal da mortalidade neonatal total, precoce e tardia e das taxas específicas referentes aos capítulos XVI e XVII da CID-10 em Manaus, entre 2015 e 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, de abordagem quantitativa, realizado com dados agregados do Painel Mortalidade Infantil e Neonatal da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto. Foram calculadas taxas por 1.000 nascidos vivos, frequências, proporções e variações percentuais anuais por meio da regressão de Prais-Winsten. Entre 2015 e 2024, foram registrados 370.414 nascidos vivos e 3.242 óbitos neonatais, com taxa acumulada de 8,75 por 1.000 nascidos vivos. O componente precoce reuniu 75,7% dos óbitos e apresentou tendência crescente de 1,61% ao ano (IC95%: 0,09–3,16; p=0,041). A mortalidade neonatal total e o componente tardio permaneceram estacionários. As afecções originadas no período perinatal concentraram 74,4% das mortes, enquanto as malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas representaram 23,6%; ambos os grupos apresentaram tendências estacionárias. Por fim, a estabilidade da taxa total encobriu o crescimento do componente precoce, evidenciando a primeira semana de vida como período de maior vulnerabilidade e reforçando a necessidade de qualificar a atenção pré-natal, ao parto e ao recém-nascido em Manaus.
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