MORTALIDADE NEONATAL PRECOCE E TARDIA EM MANAUS: ANÁLISE TEMPORAL DOS ÓBITOS POR AFECÇÕES PERINATAIS E MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS, 2015-2024

Autores

  • Karolina Dessimoni Victória UEA
  • Gabriela Araújo Silva Centro Universitário Estácio do Amazonas
  • Renata Ferreira dos Santos UEA
  • Elaine Cristina Santana Cordovil UEA
  • Maria do Livramento Coelho Prata UEA
  • Valeria Lima da Cruz IFSULDEMINAS
  • Winnie Lagoa de Souza UNL

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30558

Palavras-chave:

Estudos de Séries Temporais. Sistemas de Informação em Saúde. Saúde do Recém-Nascido.

Resumo

Este estudo tem como objetivo analisar a tendência temporal da mortalidade neonatal total, precoce e tardia e das taxas específicas referentes aos capítulos XVI e XVII da CID-10 em Manaus, entre 2015 e 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, de abordagem quantitativa, realizado com dados agregados do Painel Mortalidade Infantil e Neonatal da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto. Foram calculadas taxas por 1.000 nascidos vivos, frequências, proporções e variações percentuais anuais por meio da regressão de Prais-Winsten. Entre 2015 e 2024, foram registrados 370.414 nascidos vivos e 3.242 óbitos neonatais, com taxa acumulada de 8,75 por 1.000 nascidos vivos. O componente precoce reuniu 75,7% dos óbitos e apresentou tendência crescente de 1,61% ao ano (IC95%: 0,09–3,16; p=0,041). A mortalidade neonatal total e o componente tardio permaneceram estacionários. As afecções originadas no período perinatal concentraram 74,4% das mortes, enquanto as malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas representaram 23,6%; ambos os grupos apresentaram tendências estacionárias. Por fim, a estabilidade da taxa total encobriu o crescimento do componente precoce, evidenciando a primeira semana de vida como período de maior vulnerabilidade e reforçando a necessidade de qualificar a atenção pré-natal, ao parto e ao recém-nascido em Manaus.

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Biografia do Autor

Karolina Dessimoni Victória, UEA

Bacharel em Enfermagem pela Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

Gabriela Araújo Silva, Centro Universitário Estácio do Amazonas

Especialista em Urgência e Emergência Pré-Hospitalar e Hospitalar pelo Centro Universitário Estácio do Amazonas.

Renata Ferreira dos Santos, UEA

Professora orientadora na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 

Elaine Cristina Santana Cordovil, UEA

Professora coorientadora na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Mestra em Enfermagem em Saúde Pública pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

Maria do Livramento Coelho Prata, UEA

Docente da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) associado a Universidade Estadual do Pará (UEPA). 

Valeria Lima da Cruz, IFSULDEMINAS

Docente do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS). Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Winnie Lagoa de Souza, UNL

Mestre em Biologia Urbana pela Universidade Nilton Lins (UNL). 

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Publicado

2026-09-22

Como Citar

Victória, K. D., Silva, G. A., Santos, R. F. dos, Cordovil, E. C. S., Prata, M. do L. C., Cruz, V. L. da, & Souza, W. L. de. (2026). MORTALIDADE NEONATAL PRECOCE E TARDIA EM MANAUS: ANÁLISE TEMPORAL DOS ÓBITOS POR AFECÇÕES PERINATAIS E MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS, 2015-2024. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30558