TENDÊNCIA TEMPORAL E PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA TOXOPLASMOSE CONGÊNITA: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE ALAGOAS E BRASIL, 2019–2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29479Palavras-chave:
Toxoplasmose. Congênita. Estudos de Séries Temporais.Resumo
Esse artigo buscou analisar a tendência temporal e o perfil epidemiológico da toxoplasmose congênita no Brasil e no estado de Alagoas entre os anos de 2019 e 2024, com ênfase nos desfechos clínicos e na distribuição dos casos segundo raça/cor. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo, de série temporal e abordagem quantitativa, realizado com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram analisadas as variáveis ano de notificação, evolução do caso e raça/cor, utilizando-se análise descritiva por frequências absolutas e relativas, além do teste do qui-quadrado para tendência linear, considerando nível de significância de 5%. Os resultados evidenciaram 662 casos notificados em Alagoas e 33.271 no Brasil, com tendência de aumento das notificações ao longo do período analisado. Observou-se predominância dos desfechos classificados como “ignorado/branco” e “cura”, redução proporcional dos casos de cura nos anos mais recentes e baixa frequência de óbitos. Em relação à raça/cor, predominou a população parda, com diminuição gradual dos registros ignorados. Conclui-se que houve aumento das notificações de toxoplasmose congênita, associado à persistência de elevada incompletude dos registros, evidenciando a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica e qualificar as informações em saúde.
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