TENDÊNCIA TEMPORAL DA TOXOPLASMOSE GESTACIONAL EM ALAGOAS E NO BRASIL, 2019–2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29688Palavras-chave:
Toxoplasmose. Gestação. Epidemiologia. Estudos de Séries Temporais. Sistema de Informação em Saúde.Resumo
Esse artigo buscou descrever o perfil epidemiológico e analisar a tendência temporal da toxoplasmose gestacional no estado de Alagoas, comparando-a ao cenário nacional no período de 2019 a 2024. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, realizado com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram calculadas as taxas de detecção por 1.000 nascidos vivos e empregada a regressão de Prais-Winsten para estimar a Variação Percentual Anual (VPA) e seus respectivos intervalos de confiança de 95%, além de análises estratificadas segundo idade gestacional ao diagnóstico, faixa etária, raça/cor da pele e escolaridade, bem como comparação entre os períodos anterior e posterior à inclusão da toxoplasmose gestacional na Lista Nacional de Notificação Compulsória. Foram identificados 1.259 casos em Alagoas e 70.891 no Brasil, com tendência crescente das taxas de detecção em ambos os cenários, mais acentuada em Alagoas. Observou-se maior incremento entre gestantes diagnosticadas no primeiro trimestre, com idade entre 20 e 39 anos e autodeclaradas pardas, além de aumento expressivo das taxas após a implementação da notificação compulsória. O aumento das taxas de detecção pode refletir, ao menos parcialmente, o fortalecimento da vigilância epidemiológica, reforçando a necessidade de ampliar o rastreamento sorológico no pré-natal e intensificar as ações de vigilância epidemiológica para reduzir a transmissão vertical da toxoplasmose.
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