INTERNAÇÕES POR SINUSITE CRÔNICA NO SUS BRASILEIRO, 2015–2025: PERFIL HOSPITALAR, MORTALIDADE E TENDÊNCIAS TEMPORAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29998Palavras-chave:
Sistemas de Informação em Saúde. Estudos Ecológicos. Serviços de Saúde. Saúde Pública. Epidemiologia.Resumo
Objetivo: Caracterizar o perfil das internações por sinusite crônica no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde entre 2015 e 2025 e avaliar mortalidade hospitalar e tendências temporais. Métodos: Estudo ecológico, retrospectivo e de série temporal com Autorizações de Internação Hospitalar processadas por local de internação e diagnóstico principal CID-10 J32. Analisaram-se sexo, faixa etária, região, internações, permanência média, óbitos e mortalidade. Para o desfecho óbito, empregaram-se qui-quadrado de Pearson e teste de Fisher-Freeman-Halton por Monte Carlo, com ajuste de Holm; estimaram-se riscos relativos e tendências ordinais e temporais. Resultados: Foram processadas 33.675 internações, com permanência média de 1,8 dia, 101 óbitos e mortalidade de 0,30%. Mulheres corresponderam a 51,5% dos registros, a faixa de 50–59 anos a 19,4% e o Sudeste a 52,4%. A mortalidade diferiu entre faixas etárias (p ajustado=0,006); indivíduos com 60 anos ou mais apresentaram risco de óbito 2,88 vezes maior que os menores de 60 anos (IC95% 1,94–4,28). Sexo, região e ano não apresentaram associação significativa com mortalidade. As internações reduziram 45,6% entre 2019 e 2020 e alcançaram 5.007 em 2025. Conclusão: A utilização hospitalar concentrou-se em adultos de meia-idade e no Sudeste, com interrupção em 2020 e recuperação subsequente. A idade foi o principal marcador associado à mortalidade; os achados descrevem internações financiadas pelo SUS e não estimam incidência ou prevalência populacional.
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