TENDÊNCIA TEMPORAL, PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DESFECHOS DA TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NO PARANÁ, BRASIL: ANÁLISE DE DADOS DE VIGILÂNCIA ENTRE 2019 E 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29053Palavras-chave:
Toxoplasmose Congênita. Vigilância Epidemiológica. Sistemas de Informação em Saúde; Estudos de Séries Temporais. Saúde Materno-Infantil.Resumo
A toxoplasmose congênita constitui importante problema de saúde pública devido ao potencial de causar sequelas neurológicas e oftalmológicas permanentes. Este estudo objetivou analisar a tendência temporal, o perfil epidemiológico, os critérios diagnósticos, a distribuição mensal das notificações e os desfechos dos casos de toxoplasmose congênita notificados no Paraná entre janeiro de 2019 e março de 2025. Realizou-se estudo epidemiológico observacional, retrospectivo, descritivo e analítico, utilizando dados secundários do SINAN/DATASUS. Foram analisadas 1.685 notificações. Entre 2019 e 2024, observou-se tendência crescente estatisticamente significativa, com aumento médio estimado de aproximadamente 49 notificações por ano (R² = 0,718; p = 0,033). O sexo masculino representou 51,51% dos casos, sem variação significativa ao longo do período. A confirmação laboratorial predominou em 79,05% das notificações e apresentou variação temporal significativa (p < 0,001). A cura foi registrada em 62,61% dos casos, enquanto 36,08% apresentaram evolução ignorada. Entre os casos com desfecho conhecido, a letalidade foi de 2,04%. Houve distribuição não uniforme das notificações entre meses e trimestres, sem evidência suficiente para estabelecer sazonalidade biológica da transmissão. Os achados demonstram crescimento das notificações e fragilidades na completude dos registros, reforçando a necessidade de aprimorar a vigilância epidemiológica, o encerramento dos casos e a continuidade documentada do acompanhamento materno-infantil.
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