DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES NO CONTEXTO BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24568Palavras-chave:
Controle de Doenças. Surtos de Doenças. Vigilância Epidemiológica. Doenças Endêmicas.Resumo
As doenças emergentes e reemergentes configuram um importante desafio para a saúde pública, especialmente no contexto brasileiro, marcado por desigualdades sociais, diversidade climática e ampla circulação populacional. As doenças emergentes referem-se àquelas que surgem recentemente ou apresentam aumento significativo de incidência, enquanto as reemergentes correspondem a agravos previamente controlados que voltam a representar risco à população. No Brasil, fatores como urbanização desordenada, mudanças ambientais, fragilidades no saneamento básico e dificuldades no acesso aos serviços de saúde contribuem para a persistência e o agravamento desse cenário, exigindo respostas eficazes da vigilância epidemiológica e do sistema de saúde. Analisar o panorama das doenças emergentes e reemergentes no contexto brasileiro, destacando seus principais impactos na saúde pública. Trata-se de uma revisão sistemática com 17 artigos selecionados, que analisa doenças emergentes no Brasil, seus determinantes, impactos e implicações para a saúde pública. Os estudos analisados evidenciam que o Brasil enfrenta simultaneamente doenças emergentes, como infecções virais recentemente identificadas ou com expansão geográfica, e doenças reemergentes, como tuberculose, hanseníase, dengue e sífilis. Observa-se que a persistência dessas doenças está fortemente associada às condições socioeconômicas desfavoráveis, à precariedade do saneamento, às dificuldades de acesso aos serviços de saúde e às limitações da vigilância epidemiológica. Outro aspecto relevante refere-se à influência das mudanças climáticas e ambientais, que favorecem a proliferação de vetores e ampliam áreas de risco, especialmente para arboviroses. A mobilidade populacional intensa e a urbanização acelerada também contribuem para a disseminação desses agravos. Além disso, falhas na notificação, subdiagnóstico e fragilidades na integração entre os níveis de atenção dificultam a identificação precoce dos casos e a implementação de medidas oportunas de controle, potencializando a ocorrência de surtos e epidemias. Conclui-se que as doenças emergentes e reemergentes representam um problema persistente e complexo no contexto brasileiro, demandando ações articuladas entre vigilância epidemiológica, atenção à saúde e políticas públicas intersetoriais. O fortalecimento dos sistemas de informação, a ampliação do acesso ao diagnóstico, o investimento em prevenção e a redução das desigualdades sociais são estratégias fundamentais para o enfrentamento desses agravos. A vigilância contínua e a resposta rápida são essenciais para minimizar impactos e proteger a saúde da população.
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